Gondomar presente no debate do Orçamento do Estado

A discussão do Orçamento do Estado é um momento que se reveste de extrema importância para o debate dos temas estruturantes para o País, mas também constitui uma oportunidade para, neste âmbito, questionarmos diretamente os membros do Governo sobre temas muito relevantes para as populações ao nível local, no meu caso, as do meu concelho, Gondomar.

Razão pela qual, questionei, mais uma vez, o Governo relativamente a duas questões que afetam diretamente a população gondomarense e continuarei a insistir, quantas vezes forem necessárias, até que estejam definitivamente resolvidas.

A primeira, relativamente à construção do Centro de Saúde de Baguim do Monte que se arrasta há longos anos e cuja obra continua sem arrancar, num terreno que foi cedido pela Câmara Municipal no ano de 2010, cujo concurso público foi lançado pelo anterior Governo em julho de 2015, com um prazo de execução de 630 dias e com um investimento total de mais de um milhão de euros. Certo é, que, hoje, final de novembro de 2016, cerca de um ano e meio após a publicação do concurso, obra nem vê-la, apesar de já ter havido distinções e homenagens a diversas personalidades a pretexto deste equipamento que ainda nem sequer nasceu.

Mas, como tive oportunidade de referir ao ministro da Saúde, provavelmente estarão a guardar o lançamento da primeira pedra para uma época que já se sente a pairar no ar e não, não é a de Natal caros Leitores. Mas, mais importante que homenagens e partidarites, serão, certamente os 18 mil utentes que continuam à espera pela entrada em funcionamento deste Centro de Saúde, que lhes proporcionará Cuidados de Saúde Primários essenciais nas diversas fases da sua vida.

E, a segunda, respeitante à Remoção dos Resíduos Sólidos de S.Pedro da Cova, mais um processo sem fim à vista, mas neste caso, o ministro do Ambiente quando questionado por mim sobre a atual situação do processo, em plena audição respondeu que até poderia haver verbas, mas que não tinha soluções técnicas definitivas para o problema, e que, qualquer solução passaria naturalmente pela validação da Câmara Municipal. Mas à imprensa, tendo em conta as notícias que se sucederam àquela audição, aí o seu Ministério terá sido mais concreto, porque imprensa é imprensa claro está, dando a conhecer a eventualidade de ter que recorrer ao novo Fundo Ambiental para continuar com a remoção iniciada em 2014, pelo anterior Governo, adiantando que, apenas a partir do próximo ano é que poderão surgir eventuais conclusões acerca dos estudos encetados pelo atual Governo. Pelos vistos, resta-nos aguardar por 2017, que, de acordo com o anunciado será um ano profícuo em resoluções, mas também em coincidências!

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