Governo de António Costa é cada vez mais arrogante

1– Está na genética do PS uma tendência natural para a arrogância política. A história diz-nos que, sempre que chegam ao poder, os socialistas rapidamente começam a inchar, trazendo à evidência os seus tiques de sobranceria e soberba. Dir-se-á que não é só feitio. É mesmo defeito de nascença, reconhecido por qualquer mediano cidadão que acompanhe o quotidiano da vida política nacional.

Mas os sintomas iniciais destas doenças crónicas são profundamente enganadores, porque surgem sempre de forma dissimulada na primeira parte da legislatura. E se as coisas, aparentemente, parecem correr-lhes de feição, na segunda metade os líderes socialistas rasgam o celofane das ilusões e, sem pejo nem temor, deixam cair a máscara, e mostram toda a sua arrogância e soberba.

2– António Costa tem demonstrado que é, entre os líderes do PS que já conhecemos, o mais desavergonhado recordista desta marca de origem. Basta analisar o seu comportamento enquanto chefe do governo, perante situações dramáticas do nosso passado recente. No surto de greves que sufocam os portugueses, António Costa faz de conta que não é nada com ele. No caos dos hospitais, acusa tudo e todos, e bombardeia os media com estatísticas.

Na guerra com os soldados da paz faz peito de aço porque não suporta a ideia da Liga Nacional de Bombeiros lhe fazer frente contra o seu plano de domínio absoluto dos comandos da proteção civil. Na guerra com os professores olha sobranceiro sobre a imposição dos deputados que o obrigam a voltar à mesa das negociações, e faz de conta que aquela norma parlamentar é um tiro de pólvora seca. Na guerra com os médicos e os enfermeiros acusa as respetivas ordens de fazerem terrorismo por motivações partidárias, etc, etc…

3– Chefiar o Governo da Nação exige sentido de Estado, de responsabilidade, e de humildade. Quando recordamos a forma como António Costa quis sacudir as cinzas das vítimas dos incêndios; quando avaliamos a irresponsabilidade como tem gerido o escândalo das armas de Tancos; e quando testemunhamos o desprezo que dedicou à tragédia de Borba, ficamos alarmados com a arrogância e soberba que lhe correm nas veias.

O primeiro-ministro de Portugal olha para os portugueses como seus súbditos. Olha para a sua função como exercício de um sobredotado. Olha para o seu futuro como quem segue a estrela da boa nova. Olha para os seus parceiros da geringonça como serviçais amestrados. Olha para as oposições como aprendizes de ilusionismo. Imagine-se agora como seria e o que faria António Costa se tivesse ganho as eleições, ou se um dia estivesse à frente de um governo de maioria…

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