Início do ano escolar

Estamos no início de mais um ano escolar e a verdade é que se mantêm aquelas que têm sido as premências de vários estabelecimentos de ensino concelhios, no sentido de verem colmatados muitos dos óbices que os impedem de propiciar as adequadas condições de ensino e de aprendizagem, portanto seja a professores seja a alunos, limitando imprudentemente o fundamental propósito, que pensamos ser transversal às diferentes forças políticas municipais, de ver ampliado o nível geral de escolaridade da população concelhia. Com efeito, a vertente educacional e respetivo grau, de uma comunidade, é condição sine qua non para a potenciação da qualidade de vida das pessoas que a integram, como também importante motivo de credibilização perante terceiros, que lhe passam a assistir o reconhecimento de capacidades e apetências motivadoras de um enorme efeito multiplicador.

Ora importa, pois, que os estabelecimentos de ensino reúnam os exigíveis parâmetros de qualidade e operacionalidade para que o binómio ensino – aprendizagem, possa produzir em toda a sua extensão, os resultados propostos.

Não é esta, contudo, a realidade em Gondomar, onde várias escolas reúnem inadequadas condições de operacionalidade. Desde logo e referencialmente, as escolas de Jovim e Foz do Sousa onde as obras de reabilitação não tiveram a profundidade esperada, ficando manifestamente aquém do necessário. Depois as Escolas Básicas do Outeiro e de Jancido ficaram sem intervenção, quando se torna fundamental uma intervenção imediata nas citadas, para recuperação dos inerentes telhados. Também no Jardim de Infância do Bairro do Mineiro em S. Pedro da Cova, foram interrompidas em junho passado, as obras no recreio/parque onde as crianças brincam, sem que tenham ainda sido recomeçadas e sem que se conheçam as razões da sua não continuidade. O local, na situação em que se encontra, apresenta-se bastante perigoso para as crianças brincarem, como a única casa-de-banho dos alunos (por isso, necessariamente mista), se encontra igualmente perigosa já que tem os azulejos a caírem. No outono e inverno chove no seu interior, concretamente no hall de entrada.

Estes são alguns, de entre outros vários, exemplos de inadequação ou de degradação de espaços de ensino no concelho, e que demonstram uma inadvertida secundarização da importância dada, pelos responsáveis municipais, a tal essencial valência da formação das nossas crianças e jovens.  Não pretendemos criar inusitado alarido na matéria nem inculpar, pelo menos de forma acintosa, por esta realidade constatada, quem responsável municipal mais direto na matéria. Pretendemos somente alertar, quem de direito, para a premência de votarem mais concentração na célere resolução de muitas destas maleitas enunciadas porque, ao fazê-lo, é o futuro de Gondomar e dos gondomarenses que está a ser considerado, defendido e salvaguardado.

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