Meia crítica. Um elogio. Dois assim-assim…

CRÍTICA

Estamos em março de 2018. Faltam já poucos dias para chegar abril e o Dia dos Enganos. E, por certo, será engano ainda termos espalhadas por todo o concelho as publicidades e suportes gráficos relacionados com a Cidade Europeia do Desporto 2017…

A Câmara de Gondomar fez, e bem, imensa publicidade à iniciativa. Já elogiei o sucesso da mesma e os excelentes resultados conseguidos, com a participação de muito movimento associativo, na dinamização desportiva concelhia. Mas acho, alguns meses depois, que não se justificam as bandeiras, as letras gigantes junto do Multiusos, a ornamentação de rotundas e tudo o resto.

Se o objetivo é rentabilizar, pode a Câmara de Gondomar emprestar o material a Braga. E a Braga bastaria mudar o 2017 para 2018…

ELOGIO

Defendi, e defendo (enquanto dirigente associativo), que o sucesso das iniciativas deve ser rentabilizado e participado por todos. Acho que “secar” tudo à volta não é a solução. Daí o meu elogio, à Câmara de Gondomar, pela realização da Ourindústria e por, neste caso particular, ainda partilhar a realização da mesma com a associação representante do setor. Quem dera que assim fosse noutras áreas…

Fico satisfeito com o sucesso deste evento e tenho que, também, elogiar a promoção que vi do mesmo. Por mero acaso, ou talvez não, vi a publicidade editada num jornal nacional. Gostei da conceção do cartaz, da sua simplicidade e do seu impacto visual.

Há que manter estes eventos e há que, noutros, envolver todos na promoção dos mesmos. O sucesso será ainda maior e, com essa partilha, a Câmara mais não faz que a sua obrigação.

Apenas mais uma observação sobre o setor da Ourivesaria. Há que aproveitar e rentabilizar o “Gold Park”. Construído, mas esquecido durante muitos anos (noutras gestões camarárias), este espaço tem que ser plenamente ocupado. Se possível com os profissionais do setor, muitas das vezes nas designadas ourivesarias de “vão-de-escada”.

ASSIM-ASSIM

O Tribunal de Contas rejeitou o contrato de empréstimo que a Câmara de Gondomar formalizou em 2017. Foi aquela “coisa” de passar uma dívida com uma classificação contabilística para um empréstimo numa outra classificação contabilística.

Foi aquela “coisa” de, com uma jogada contabilística, se poder afirmar que a Câmara reduziu o passivo em imensos milhões de euros. Para depois se fazerem uns cartazes politicamente oportunos para as eleições Autárquicas de 2017.

O Tribunal de Contas não deixa. E a famosa dívida, herdada ainda da gestão de Aníbal Lira e do Partido Socialista, continua a existir como tal… E a gestão do presidente da Câmara, também do Partido Socialista, já não pode fazer mais cartazes para colocar nas rotundas a dizer que reduziu a dívida (neste caso em 50 milhões de euros).

O presidente da Câmara diz que “não se conforma”. Olhe… Nem eu! Que gostava de ver esta dívida desaparecer – mas que não fosse graças a jogadas de cosmética contabilística.

E o próprio Tribunal de Contas subscreve esta minha classificação de “cosmética”. Cito: “mostra bem mais duvidosa a possibilidade de o contrato (…) preencher o segmento da norma que alude a empréstimos destinados à liquidação antecipada de outros empréstimos (…) ao invés produz o efeito de diferir para momento muito posterior o integral cumprimento de uma dívida”. Ou seja, prosseguem: “Estamos perante uma operação financeira que se traduz (…) em obter a consolidação de uma dívida de curto prazo. E com o efeito de prolongar por mais 20 anos uma dívida que já remonta a momento anterior a 1997”.

Recusaram a cosmética…

Última observação… lamento a notícia da criação de um falso correio eletrónico do presidente da Câmara de Gondomar. É criminoso. Apenas e só.

Há que apurar quem o fez. E, judicialmente, pedir responsabilidades.

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