Mobilidade condicionada ou descoordenada?

Recentemente, o presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, remeteu um comunicado à comunicação social onde exigia ao presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), seu colega, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, “carta branca” para não se demitir.

Ora, quando sabemos que: i) uma deslocação, em média, e em Gondomar, tem uma extensão e duração muito superiores às da AMP; e ii) as despesas com transportes públicos têm um peso de 63,9% face à média da AMP está nos 46,0%, de que nos adianta ter um presidente da Câmara Municipal de Gondomar que é coordenador da área dos Transportes na AMP?

Se Gondomar não consegue ter metro até ao centro de São Cosme porque: i) foi abandonada pelo executivo do Partido Socialista – e para nós de forma precoce – a possibilidade de terminar a ligação Fânzeres/São Cosme; ii) surgiu, não se sabe bem de onde, uma suposta nova intenção de ligação São Cosme/Valbom/Campanhã (ou será para o Dragão?); iii) os responsáveis da Metro do Porto dizem, publicamente, que vão ter de analisar a viabilidade económica da mesma e se ela é prioritária face às demais pretensões apresentadas pelos nossos municípios vizinhos, do que nos adianta ter um presidente da Câmara Municipal de Gondomar que é coordenador da área dos Transportes na AMP?

Se Gondomar não consegue impor a sua vontade: i) no acesso à cidade do Porto; ii) no alargamento do zoneamento Andante; e iii) na sua pretensão de uma nova ponte com Vila Nova de Gaia, do que nos adianta ter um presidente da Câmara Municipal de Gondomar que é coordenador da área dos Transportes na AMP?

Se continuamos a ter problemas na rede viária, se o trânsito em Rio Tinto está caótico, se a mobilidade nesta zona, especialmente nas horas de ponta, por ação do atual executivo do Partido Socialista foi agravada, e de que maneira, neste último ano, do que nos adianta ter um presidente da Câmara Municipal de Gondomar que é coordenador da área dos Transportes na AMP?

A mobilidade é um dos temas mais importante para Gondomar e para os gondomarenses tendo em conta o impacto significativo que tem nas pessoas que aqui residem, trabalham, estudam ou nos visitam. Não nos interessa se o presidente da Câmara de Gondomar é, ou não, coordenador desta área na AMP. O que interessa é que os problemas dos gondomarenses sejam resolvidos!

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