Não há Festa como esta!

Como vem sendo hábito desde há trinta e oito anos, a Festa deste ano foi o que se esperava que fosse e mais do que isso. Mais do que isso, porque os seus construtores, os militantes e simpatizantes comunistas, são protagonistas de uma criatividade e um entusiasmo inesgotáveis. Mais do que isso, porque Abril, os seus valores e as suas conquistas, e a luminosidade que irradiam, constituem uma componente básica da Festa – da Festa que nasceu com a Revolução e que, desde a sua primeira edição, se afirmou como a Festa de Abril.
A Festa do Avante! deste ano voltou a ser a maior realização político-cultural e de massas do nosso País e uma grande demonstração da capacidade de organização e realização do Partido Comunista Português (PCP). Foi a festa do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, mas também das classes e camadas antimonopolistas, a festa do povo, dos democratas e patriotas, da juventude, da luta, do futuro com Abril.
Percebe-se que a Festa do Avante! incomode e desagrade ao chefes do grande capital – e, por arrasto de trela, aos seus «cães de guarda» que, na generalidade da comunicação social, a silenciam ou menorizam criteriosamente: a Festa é alegria, é vida, é cultura, é solidariedade, é fraternidade, é esperança, é confiança e certeza na luta por um futuro livre da exploração e da opressão capitalista, ou seja, é tudo o que eles odeiam e abominam.
Percebe-se que a Festa do Avante! incomode muito uma vez que foram milhares e milhares de pessoas presentes no comício de encerramento da Festa! que ali estavam para ouvir a opinião do PCP sobre a situação dramática criada pela política das troikas aos trabalhadores, ao povo e ao País; e que ali ouviram a crítica certeira às muitas e muito graves malfeitorias todos os dias anunciadas pelo Governo e que, no que respeita às últimas, outra coisa não são do que o prosseguimento do roubo a quem trabalha para dar a quem nada faz; a continuação e a perpetuação do roubo de subsídios, pensões e reformas; a transferência direta do dinheiro dos trabalhadores para os cofres do grande capital – e que ali ouviram o PCP dizer-lhes que com a luta é possível derrotar esta política de terrorismo social e que, por isso, a luta é necessária e vale a pena.
A Festa do Avante! foi a viva demonstração de que os partidos não são todos iguais. Da nossa parte prosseguiremos na luta pela ruptura com o rumo de desastre nacional que tem sido seguido, para construirmos um Portugal com futuro baseado nos valores de Abril.

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