Ninguém pode plantar eucalipto sem ouvir primeiro as populações

Desde a primeira hora que a defesa da floresta é para o Bloco de Esquerda uma prioridade e a prova é que não deixamos que a legislatura terminasse sem ver aprovado pelo Parlamento um conjunto de alterações às regras florestais, que são os primeiros passos para a reforma florestal que o país precisa e que limita a área de eucalipto.

Agora vai ser necessário nas autarquias, passar os planos de ordenamento florestal para os Planos Diretores Municipais (PDM).

Agora, cada município vai poderá decidir as áreas que podem ter ou não eucalipto. E Gondomar tem uma mancha florestal esmagadora de eucalipto, que é preciso alterar.

No passado dia 22, numa ação conjunta das candidaturas autárquicas de Gondomar Valongo e Paredes realizamos uma visita ao Parque das Serras do Porto que contou com a presença da coordenadora nacional Catarina Martins. Foi importante a sua presença pois, permitiu que esta iniciativa tivesse projeção nacional uma vez que, contou com presença dos principais órgãos de comunicação social.

O Parque das Serras é o pulmão verde da Área Metropolitana do Porto. É um Parque Regional com quase seis mil hectares de zona verde e está classificado como Paisagem Protegida Regional.

A sua área integra as Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores, Santa Iria e Banjas, pelo que, constitui uma unidade paisagística de extrema importância. No documento que define a atuação da Associação de Municípios, indica os seus objetivos, bem como os atos e atividades interditas e condicionadas no parque.

Estão proibidos o depósito ou vazamento de entulhos e sucatas e a plantação de espécies de rápido crescimento ou espécies florestais exóticas a menos de 20 metros de rios e a menos de 10 metros de outros cursos de água e nascentes, terrenos agrícolas, prédios urbanos e vias públicas de comunicação, bem como a delapidação de património natural. É também proibido, o abate de árvores e arbustos autóctones, salvo em situações objetivas de proteção civil, ou, a plantação florestal com espécies de rápido crescimento ficam condicionadas a um parecer.

Mas, apesar deste exemplo positivo que foi a criação de espaço, não podemos deixar de manifestar as nossas preocupações perante o do estado da nossa floresta. O nosso distrito, continua teimosamente, ano após ano, a ser o campeão nacional de ignições de fogos florestais. Em 2016, foram mais de 4000 embora, a maioria de reduzida dimensão (inferiores a um hectare).

Todos percebem o problema quando vemos que aqui, arderam no ano passado dois mil hectares de eucalipto, e nada foi feito, e mais eucalipto cresceu no mesmo sítio.

Até ao dia 30 de junho de 2017, o distrito do Porto continuava a destacar-se pelo maior número de ocorrências nomeadamente: 1.324 com 1.155 hectares de área ardia e, se nada for feito a catástrofe continuará!

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