Novos Horizontes da Medicina

A medicina é uma área do conhecimento que integra o conhecimento adquirido, a ciência e a arte. O conhecimento adquirido, pois é inerente à experiencia do médico e dos mestres que lhe transmitiram muitos dos conhecimentos que só com a prática clínica se pode receber. Existem muitos conhecimentos que não vêm nos livros, que são fruto da experiência prática dos clínicos, muitas vezes de casos clínicos sem sucesso ou que poderiam ter tido outro rumo. É com os casos difíceis que muitas vezes aprendemos e acumulamos experiência que servirá para tratar outros casos igualmente difíceis. Estará a medicina sempre ligada à ciência humana, pois é com a investigação que muito tem avançado a medicina, principalmente nos últimos tempos. Aliada ao avanço da electrónica, biomecânica, biologia, etc, muitas são as novidades que encontramos, inimagináveis há uns anos atrás. Finalmente haverá também sempre uma parte de arte, pois é com a sensibilidade humana e a ética profissional, que o médico alcança a maturidade para tratar o seu semelhante, numa orientação, muitas vezes desligada da lógica factual. Se assim não fosse, como digo muitas vezes, não eram precisos médicos e um simples computador com um programa de resolução de doenças poderia substituir o médico e tal nunca acontecerá. Gostamos de doentes esclarecidos, participando desse modo, na decisão terapêutica, decisão essa que deverá ser o mais informada quanto possível. No entanto a empatia e a confiança médico/doente é algo que deve estar sempre presente numa relação entre os mesmos, sem o qual o verdadeiro ato médico nunca será completo e mesmo eficaz. Têm surgido nos últimos anos terapêuticas, muitas delas consideradas não convencionais, mas efetivamente já antigas e da qual a medicina moderna procura tirar conhecimentos importantes, aplicando esses conhecimentos e moldando o que tem de mais útil para o tratamento dos doentes. Um dos melhores exemplos é a acupuntura, ciência de origem oriental e milenar, cujos conhecimentos são hoje aplicados pela medicina moderna. Isso não deve ser confundido com práticas paramédicas ou de medicina dita não convencional. Existe muitas vezes a tendência de confundir as situações. Atualmente têm surgido, tratamentos inovadores, alguns deles confundidos com medicina não tradicional, que ainda estão em investigação mas perfeitamente aptos para o seu uso clínico. Temos como exemplo a aplicação de PRP (fatores de crescimento) com uso na aceleração do tratamento de lesões traumáticas, tais como roturas musculares, ligamentares, etc, e ozonoterapia. Nesta ultima área, apesar de existirem vários conhecimentos já comprovados e experiência de vários anos, ainda em investigação, mas com resultados surpreendentes. No entanto, os casos que já temos tratado indiciam um fantástico avanço no tratamento de muitas patologias, em que os métodos mais tradicionais mostram-se menos eficazes e com mais efeitos secundários. Assim não devemos criticar que o médico, preso aos seus ideias de ética e ciência, oriente estes tratamentos inovadores, controlando desse modo os possíveis efeitos secundários, mas também, registando as vantagens destes tratamentos inovadores.

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