O Desporto faz bem?

Quando nos deslocamos de carro de Rio Tinto ao centro de Gondomar, temos o grato prazer de ver muita gente a correr, andar de bicicleta ou simplesmente a caminhar. Estão de facto os hábitos das pessoas a modificar e as autarquias têm um papel fundamental nesse incentivo, criando espaços, passeios e ciclovias adequadas. Realmente os “novos” autarcas estão atentos a essa necessidade e têm fomentado todas as condições necessárias à prática do exercício e do desporto. São muitos os passeios adaptados, a própria linha do metro, que permite a atividade desportiva num contacto íntimo com o que a civilização tem de especial e a natureza. A sensação de quem viaja de metro desde o Dragão, no meio de prédios e de repente, surge o metro a desbravar o campo, com o rio ao seu lado, isto a poucos minutos do centro do Porto, é realmente uma sensação de pura beleza. Observamos muitas pessoas a praticarem marcha, corrida ou simplesmente a caminhar. Aliás, surge um fenómeno a que os clubes desportivos locais, têm de estar atentos, ou seja, a prática do exercício está a concentrar-se ou em atividades individuais, como a corrida, a marcha, a bicicleta, ou quando muito em ginásios. As coletividades desportivas devem estar atentas a este fenómeno, sob pena, da sua função social se perder ou diminuir significativamente. Devem os clubes alterar o seu funcionamento, de forma a procurarem as pessoas e não o contrário. Será com a organização de corridas, provas, etc., que se incentiva e reúne os muitos que já hoje praticam desporto individualmente. Devem as direções dos clubes fomentar a prática de exercício coletivo e não simplesmente limitarem-se a uma equipa de meia dúzia de atletas, com despesas hoje difíceis de comportar. Estimados autarcas, continuem o vosso programa, pois estou certo que será essa a direção correta. Desporto de lazer, esse sim é saudável. O desporto de alta competição, esse já tem outras condicionantes.
Até breve, estimados leitores…

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