O drama continua

Em 2016, apresentamos na Assembleia Municipal uma Proposta de Recomendação ao executivo municipal para que diligenciasse junto da empresa Infraestruturas de Portugal a tomada de ações concretas no sentido de poderem obviar ao perturbante foco de perigosidade na circulação automóvel existente em cada um dos acessos do Túnel das Areias, no IC 29.

Alertamos para as constantes ocorrências verificadas nos citados acessos, em especial depois da saída descendente no sentido Gondomar – Porto, onde, em dias de chuva, se sucedem os acidentes, com todas as consequências daí advenientes, seja para a integridade física dos intervenientes, seja para o seu património, com as respetivas viaturas a ficarem muitas delas desfeitas com os inusitados embates nos muros existentes. Desconhecemos as razões de tais ocorrências até porque o local reúne, aparentemente, suficientes condições de circulação. Por ventura a existência de curvas no traçado da via, nas entradas e nas saídas do túnel, associadas à tendencial existência de óleos derramados, ajudem a potenciar tamanha perigosidade. Cremos contudo que algo mais estrutural estará na base de tantas acidentadas incidências, justificando-se uma séria aferição técnica das características da via, para que, conhecidas que sejam as causas, se possam determinar as oportunas soluções interventivas.

A verdade, contudo, é que, basta que a chuva chegue, para que os acidentes proliferem, e que perigos maiores que a simples chapa batida, se acentuem dramaticamente, com muitos condutores incautos, desconhecedores de tal perigosidade, a circularem no local sem particulares cautelas, que a intrínseca realidade daquele espaço justificaria. Estamos ainda no início do inverno, no entanto, vários são já os exemplos de acidentes no local.

Sabemos que o IC 29 se encontra sob administração da empresa Infraestruturas de Portugal, não havendo qualquer responsabilidade direta dos responsáveis municipais. Apesar disso, o que é certo, é que se trata de uma via estruturante do concelho, com enorme volume de trânsito e com muitos gondomarenses a transitar na mesma, facto que motiva (e mesmo que assim não fosse) a necessidade de uma clara intervenção sensibilizadora, junto de quem a administra, por parte dos gestores municipais.

Apesar de alguns incidentes mais graves têm, em regra, sido de muita chapa batida as consequências emergentes das ocorrências verificadas no local ao longo dos últimos anos. Urge contudo não se descorar a premência de uma solução para o drama aqui realçado, fazendo-se tomar medidas concretas limitativas das relatadas ocorrências pois, objetivamente e que nos tenhamos apercebido, nenhuma démarche relativa foi tomada pela gestora Infraestruturas de Portugal. Uma vida que se perca naquele local será sempre demais principalmente depois dos alertas feitos.

Continua, por isso, urgente, que os responsáveis municipais abordem formalmente quem de direito junto da Infraestruturas de Portugal (porque também cremos que nenhumas iniciativas relativas tenham feito até ao momento), incentivando a tomada de medidas técnicas que possam definitivamente trazer e impor a normalidade num tão importante percurso viário concelhio.

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