O nosso Futuro

Pois é, está a chegar a hora de todos escolhermos o nosso futuro.

A data das eleições está aí, pelo que começa a ser preciso deixar o caminho da reflexão e optar definitivamente por quem nos tenha convencido estar em melhores condições de fazer rumar o país, para aqueles patamares de credibilidade e crescimento que todos defendemos e ansiamos.

A atual maioria tem mantido a aposta numa certa “evolução na continuidade”, isto é, continuar a gerir o país de maneira a que seja garantido um futuro de sustentabilidade, redistribuindo porventura menos no curto e talvez médio prazo, mas enrijecendo os sustentáculos da economia nacional por forma a potenciar uma bem maior/melhor competência interventiva por parte dos diferentes atores económicos, ampliando assim, no futuro, os rácios nacionais de quota de mercado, tão fundamental garantia da nossa saúde financeira e solvabilidade económicas.

Por seu lado, o Partido Socialista parece tender para o restabelecimento, tão rápido quanto possível, dos rendimentos dos portugueses, repondo cortes, revendo tabelas, anulando excecionalidades, mostrando-se ainda bastante crítico quanto à posição inadvertidamente austera da maioria. O Partido Socialista sustenta a exequibilidade destas suas propostas, designadamente na perspetiva de um crescimento médio da economia, nos próximos quatro anos, na ordem dos 3%. Ora trata-se claramente de uma perspetiva de crescimento para Portugal manifestamente otimista, pois tal não acontece no país há, pelo menos, vinte anos.

Com efeito os portugueses têm aprendido, e principalmente nos últimos quatro anos, que o exercício da governação exige ponderação, critério e realismo, não podendo fazer-se com os olhos postos no ato eleitoral seguinte e, muito menos, ser baseada na proliferação de direitos que, sendo sempre apetitosos, não passam de opções populistas que, no futuro, implicam sempre carregadas repercussões negativas na qualidade de vida de todos, porque o erário publico os não pode comportar.

O que parece ser certo é que os portugueses têm vindo a interiorizar a certeza de que urge sair deste vicioso comportamento que apenas lhes inquina a credibilidade e os empobrece. Na verdade, não se sentem condenados a continuarem a ser o parente pobre de uma europa desafogada e desenvolvida.

Intuem, por isso, que o atual governo alterou o paradigma do exercício do poder e que, apesar dos erros cometidos e dos esforços imensos de todos, tornou o país mais adulto, mais responsável. O atual empate técnico que as sondagens dizem existir, demonstram-no claramente.

A democracia aprende-se e apura-se. Os portugueses, talvez pela primeira vez desde o 25 de Abril, começam a demonstrar saber perfeitamente qual o futuro que precisam.

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