O PCP defende a revogação do processo de concessão da STCP e da Metro do Porto!

Os deputados do PCP eleitos pelo distrito do Porto apresentaram na semana passada o Projeto de Resolução do Grupo Parlamentar do PCP que defende a necessidade e possibilidade de interromper o processo de concessão das duas empresas públicas de transportes da Área Metropolitana do Porto.
A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e a Metro do Porto são duas empresas de vital importância para a mobilidade no distrito do Porto, para o desenvolvimento regional, para o combate ao isolamento e para a promoção de uma verdadeira política de transportes públicos ao serviço da economia e das populações.
Pela importância que estas empresas assumem, pelo facto de prestarem um serviço público fundamental e pelo facto de resultarem de avultados investimentos públicos realizados ao longo de décadas, estas empresas não podem estar vinculadas ao princípio do lucro máximo que é o único que move os privados. Estas empresas asseguram serviços de transportes públicos que não sendo rentáveis do ponto de vista económico se revelam fundamentais para populações que até então estavam isoladas e sem transportes.
Os gondomarenses que utilizam a STCP para se deslocarem para o trabalho ou estudo bem sabe como necessitam de um bom serviço prestado por esta, sobretudo tendo em conta que a extensão da linha de metro ao centro do concelho ficou indefinidamente adiada…
Se tivermos ainda em conta que é nas freguesias urbanas que reside cerca de 85% da população de Gondomar e são cerca de 45.000 mil os gondomarenses que saem diariamente do concelho para trabalhar ou estudar, sendo o nosso concelho o segundo do Grande Porto que gera mais saídas para trabalhar ou estudar, com a “subconcessão” a privados da STCP e a Metro do Porto que garantias temos que vamos continuar a ter um bom serviço público de transportes? Vejam este exemplo: nas carreiras 55, 64, 69 e, entre outras, a 94, que foram concessionadas aos privados Gondomarense, Valpi e Pacense, foram reduzidas a frequência e horários dos transportes, deixando de ser assegurado transporte no início da manhã e a partir das 19 horas.
Hoje, as populações já perceberam que a gestão privada não é mais eficiente como o Governo diz ser. A gestão privada para estas populações significa colocar o lucro à frente de um serviço público fundamental que é o transporte público. Não podemos aceitar. A STCP e a Metro do Porto não podem nem ser privatizados nem municipalizados. As populações têm o direito a um verdadeiro serviço público de transportes.

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