O que é preciso é abril de novo com a força do povo!

No próximo 25 de Abril comemora-se o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, o 40.º aniversário da queda do regime fascista que oprimiu os portugueses e os condenou a 48 anos de tirania, pobreza e exclusão.
Com a Revolução dos Cravos conquistou-se a liberdade de expressão e opinião, o fim da guerra colonial e ainda um conjunto de direitos: direito à saúde, à educação, à habitação, à justiça e ao trabalho, direitos que vieram depois a ser consagrados na Constituição da República Portuguesa.
É certo que muito daquilo a que aspirávamos não foi concretizado e que apesar de todas as lutas travadas estão ainda hoje por cumprir direitos consagrados na nossa Constituição.
Face ao caminho de desastre económico que tem vindo a ser seguido pelos partidos do arco da governação, saudar a Revolução dos Cravos e manifestar a intenção de lhe dar seguimento comemorando abril com mais força, pela defesa das conquistas e pelos direitos dos trabalhadores e do povo é um imperativo nacional para todos os que não desistem, que resistem, que lutam e que continuam a acreditar “que agora ninguém mais cerra as portas que abril abriu!”.
Portugal vive uma grave e profunda crise económica e social. Agrava-se a exploração dos trabalhadores e a degradação dos seus direitos, limitam-se as liberdades do povo, conduzem o país para o abismo económico, milhares de portugueses, sobretudo jovens, são empurrados para o desemprego e para a emigração, a Constituição da República é subvertida e é posta em causa a soberania do nosso país.
As comemorações dos 40 anos da Revolução de Abril devem ser um momento para afirmar a indignação e recusa pelo que estão a fazer ao nosso povo, ao nosso país, ao poder local democrático, à sua história e ao seu futuro. Um momento de resistência e luta contra esta ofensiva que pretende ajustar contas com abril, agredindo a democracia, a liberdade, a paz e o desenvolvimento de Portugal.
Sempre que nos queiram vender a ideia “da inevitabilidade e da resignação” para a situação que vivemos e que o caminho que está a ser seguido é o “único possível para sair da crise” lembremos todos os que morreram e lutaram pela liberdade no nosso país, lembremos abril e as suas conquistas e será claro que outro rumo é possível, que é possível reverter esta política que destrói o nosso país a cada dia que passa, basta apenas acreditar que “o povo é que mais ordena”.

, ,