O respeito e a falta dele!

Somos aquilo que as gerações mais velhas nos conseguem transmitir ao longo dos tempos e o que conseguimos construir a partir daí.

Neste mês de janeiro, as pensões sofreram uma redução, devido ao pagamento de 50% do subsídio de Natal no mês de novembro e os restantes 50% serem pagos em duodécimos até ao final do ano, alterando as regras em vigor através do Orçamento do Estado para 2017.

Perante isto, não seria justo e razoável o anunciado aumento de 10 euros ser pago já em janeiro, em vez de ardilosamente o pagarem apenas em agosto, compensando assim aquela perda de rendimento que, para muitos idosos significa por vezes privar-se de bens essenciais, a mim parece-me mais do que isso, seria uma questão de respeito!

Como se refere na Declaração de Brasília sobre o envelhecimento, os idosos saudáveis são um recurso para as suas famílias, comunidades e para a economia.

No dia 13 de janeiro foram apresentadas pelo PSD no Parlamento, várias iniciativas no sentido da criação de um Plano Nacional de Ação para o Envelhecimento Positivo. As famílias Portuguesas, integram, habitualmente, pessoas idosas, muitas vezes até dependentes, existindo ainda um número considerável que vive em situação de isolamento, daí ser necessário estarmos cada vez mais atentos a estas situações.

Os números divulgados em 2015, revelam que foram sinalizadas 39.216 pessoas idosas, sendo que 23.996 vivem sozinhas, 5.205 vivem isoladas e 3.288 isolados e sozinhos.

De realçar, a importância que se atribui à participação cívica das pessoas mais velhas, cujos conhecimentos adquiridos e experiências vivenciadas devem contribuir nas decisões das gerações mais jovens.

Por isso, apresentamos um projeto-lei que cria o regime jurídico do Conselho Municipal Sénior, como órgão consultivo municipal, realidade já existente nalgumas autarquias que tomaram a iniciativa da respetiva criação e regulamentaram o seu funcionamento.

Pretendeu-se com esta iniciativa, a efetiva participação na comunidade por parte das pessoas idosas, estimulando o envelhecimento positivo, pois envelhecer não deve ser encarado como um fator negativo, mas sim como um privilégio para a sociedade!

Uma cidade amiga das pessoas idosas deve proporcionar opções para que estas continuem a contribuir de uma forma ativa e participativa nas decisões a tomar ao nível das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia. Acontece, porém, que estas iniciativas, apesar de construtivas e positivas mereceram o chumbo por parte da esquerda unida, sendo por isso mesmo, rejeitadas!

Outro dos temas muito debatidos nos últimos dias é a concertação social, e mais uma vez o respeito falhou, quando um ministro, que é nada mais nada menos que o número dois do atual Governo, tratou os parceiros sociais como membros duma feira de gado, já por si é grave, mas mais grave é, admitirem que a questão fica sanada com um mero pedido de desculpas por parte do ministro, é que as desculpas não se pedem, evitam-se!

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