Obrigado ao Pedro, ao Rui, ao Mário e a muitos mais…

Entre a minha mais recente crónica e o texto que agora assino, no período de um mês, o concelho de Gondomar teve direito, na comunicação social nacional, a pouco mais de três dezenas de notícias.

Em jornais, televisões, rádios e internet, e de fonte credível e informativa, li (repito-me) pouco mais de três dezenas de notícias em que houvesse uma qualquer referência a Gondomar.

É pouco. Muito pouco.

Apenas como comparação, na mais recente edição do Vivacidade contei 77 notícias. Às quais se podem acrescentar textos de opinião e mais uns quantos artigos genéricos…

Durante este mês de interregno entre crónicas, pela imprensa nacional pouco fiquei a saber sobre o que se passa em Gondomar. Felizmente, existe a imprensa local que preenche tais lacunas. E, felizmente também, pelas redes sociais os meus amigos e conhecidos vão partilhando algo do que se passa em Gondomar.

Tempos houve em que em Gondomar existiam imensos jornais locais e duas rádios concelhias. Hoje o leque resume-se a três publicações concelhias. Nada mais.

Falta-nos informação sobre o Município.

Elogio a capacidade informativa e publicitária da Câmara de Gondomar que, em várias plataformas, tem suprido tal lacuna. Ainda que se possa admitir que a informação camarária é (compreensivelmente) criteriosa, há que salientar que nos informam. E isso é de destacar.

Mas falta mais, muito mais. Falta uma imprensa local totalmente capaz, totalmente independente, totalmente livre de informar sem tibiezas. Faltam os “bons velhos tempos” em que, em Gondomar, se reconhecia a existência de uma “informação-ligada-ao-poder” e de uma “informação-da-oposição”. Na altura liam-se as duas e no “meio” estaria a virtude/verdade.

A comunicação social – exceção feita a uns quantos, poucos, assumidamente financiados e esclarecedoramente partidários – precisa de apoios, publicidade e formas de sustentabilidade. Na imprensa local essa é uma luta constante, preocupante e limitadora.

Se fizesse uma lista dos nomes que deixaram algumas marcas na informação escrita concelhia, certamente que me iria esquecer de muitos. E também certamente que só terei recordações em função da minha idade. Mas recordaria uns quantos… Samuel Barros, António José, Rui Gomes, Francisco Fonseca, José Carlos Gomes, Henrique Prior, António Lopes, Alberto Silva, Rui Barbosa, Cláudia Azevedo, Catarina Madureira, João Carlos Brito, Paulo Silva, Miguel Almeida, Ricardo Caldas, Luís Ferreira, Graciano Martinho, Sandra Tavares, Carlos Martins e Elisabete Oliveira.

Uns na escrita, outros na gestão, todos fazem parte do passado mais ou menos recente da informação em Gondomar.

Mas vou deixar o passado e passar ao presente. E ao que justifica estas linhas.

Especificamente nesta edição, quero ocupar este espaço com um agradecimento especial. Começo por identificar os nomes que, atualmente, preenchem as páginas da imprensa local de Gondomar. Apenas me refiro a jornais locais pois, a nível de rádios ou televisões, não existe nada de consistente…

Agradeço ao Rui Gomes, do “Repórter de Gondomar”, que resiste às dificuldades é, já, uma referência informativa a nível concelhio. Agradeço ao Mário Ferreira que, no “Nós Aqui”, tem vindo a lutar pela divulgação do Município. E, por último, mas não menos importante, agradeço ao Pedro Ferreira que, nestes anos de atividade do “Vivacidade”, deu a conhecer muito do que acontece em Gondomar.

E é o Pedro que justifica estas linhas. O Pedro “parte” para novas aventuras. No seu período de “gestão informativa” do “Vivacidade” deixou marcas. Informou-nos. Educou-nos. Esclareceu-nos. Preocupou-nos, às vezes…

Por isso, “Obrigado, Pedro!”

Boa sorte. E que quem te substitua saiba honrar o legado. Que foi de competência, independência e vontade de informar/educar.

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