Os erros de perceção mútua estão na moda!

As pessoas, de uma maneira geral, estão profundamente descrentes da política e dos políticos, e enquanto responsável nesta área, entendo que não nos podemos demitir de contribuir para inverter este sentido generalizado.

Mas, de facto, quando vejo os atuais protagonistas instalados no poder a atirarem poeira para os olhos dos eleitores, principalmente quando se aproximam eleições, compreendo algumas das reações que diariamente vêm ao meu encontro, porque fazer das pessoas ignorantes é do que um estado democrático menos precisa e merece.

Nas redes sociais e na comunicação social publicam-se todos os dias dados, estatísticas, números e mais números fáceis de colocar num qualquer programa informático, mas que em nada ou pouco correspondem à realidade, porque dessa todos têm a real perceção.

A política é feita para as pessoas e estas sentem a realidade na própria pele, porque é nesta que se inscrevem os registos mais fiáveis e os que nunca falham.

E, a propósito de realidade, no que respeita a transportes públicos, uma matéria absolutamente estruturante, Gondomar continua a ficar para trás, o que vem agravar a situação da já fraca rede existente, dado que ficamos de fora da expansão da rede do metro do Porto, adiando-se para as calendas a linha de Gondomar, um meio de transporte fundamental para os gondomarenses.

Os argumentos utilizados pelo ministro competente nesta área são, um verdadeiro exemplo do que atrás referi (areia para os olhos), o facto de termos um número de utilizadores em Gondomar muito abaixo do verificado nos concelhos selecionados e ainda o facto de os municípios contemplados com novas linhas terem hospital.

Pois bem, qualquer um dos argumentos não pode colher, porque se a linha do metro se prolongasse até à sede do concelho (São Cosme), naturalmente que o número de utentes cresceria e em número muito considerável. Já no que diz respeito ao segundo argumento, é simplesmente lamentável que nem sequer mencionem o facto de Gondomar ter um hospital em pleno funcionamento. A expansão da rede do Metro do Porto é financiada por fundos comunitários, ou seja, pelo Portugal 2020, que evidentemente termina em 2020, sendo esta, por isso mesmo, uma derradeira oportunidade para um investimento desta natureza.

Por tudo isto, seria normal que os responsáveis políticos reivindicassem e exigissem o que há muito vem sendo adiado, independentemente de partidarites, não se conformando com este tipo de argumentos, ou será que estamos perante mais um erro de perceção mútua!

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