Os perigos da Rua da Portelinha, Fânzeres

Já em diferentes oportunidades invocamos nestas crónicas a necessidade de o Município não descurar a salvaguarda da segurança em diferentes vias concelhias, como a Estrada D Miguele os acessos ao Túnel das Areias(ainda muito recentemente graves ocorrências aconteceram junto ao túnel), sempre no propósito de potenciar a redução de incidentes que, em regra, têm sido graves e/ou nefastas para a integridade física dos intervenientes.

Debruçamo-nos hoje sobre as condições de circulação na rua da Portelinha, em Fânzeres, uma longa reta onde o trânsito circula manifestamente acima da velocidade permitida (50 km/h) e mesmo recomendada por uma condução minimamente ponderada. Com efeito, trata-se de uma via bastante movimentada, em especial pelos muitos residentes, uma vez que atravessa uma zona densamente habitada, como por carrinhas e camiões, considerando tratar-se de um dos acessos à Zona Industrial. A verdade é que as características da via, potenciadoras de velocidades inadvertidas, já determinaram um conjunto de gravíssimas ocorrências, seis das quais tendo provocado a morte de pessoas, vitimas de atropelamento. E, seis atropelamentos mortais numa mesma via, são já incidentes a mais (que um já seria demasiado) para que nenhuma intervenção concreta tenha ainda sido feita, no sentido de reduzir drasticamente tamanha ameaça à integridade física de quem por lá circula. Objetivamente urge que sejam tomadas medidas sérias que, de uma forma sustentada, possam alterar o paradigma de irresponsabilidade que tem caracterizado a circulação nesta via, criando “travões” que, se não anularem em termos definitivos, pelo menos limitem acentuadamente resultados tão trágicos para a segurança das pessoas.

São várias as passadeiras existentes na citada via, contudo ninguém as respeita, isto é, poucos são os automobilistas que dão prioridade aos peões que as tentam atravessar. Justificam-se, por isso, medidas mais eficazes como e designadamente, a colocação de lombas ao longo da via, porventura mais eficazes que a instalação de semáforos ou a implementação de passadeiras. Igualmente, clama a atual realidade por uma redefinição da sinalização existente, seja horizontal ou/e vertical, que coadune a circulação e a velocidade automóvel às exigências de cautela e segurança que se impõem.

Por outro lado e nesta vertente da segurança, importa salientar o erróneo posicionamento de alguns contentores (local do último atropelamento mortal), em que se encontrando colocados na faixa de rodagem, junto ao passeio, têm as respetivas aberturas das suas tampas direcionadas para a via, obrigando as pessoas a colocarem-se literalmente na faixa de rodagem para as conseguirem abrir, e depositar o lixo. Bastaria inverter o sentido da sua abertura, para que se tornasse menos perigosa tal tarefa, pois não necessitariam de deixar o passeio para proceder a tal tarefa (esta situação verifica-se em diferentes locais do concelho)

Enfim, importa que os responsáveis da autarquia considerem mais este alerta do CDS, não só porque se trata de uma responsabilidade sua a defesa da integridade física dos cidadãos quando circulam nas vias e outros locais públicos, como porque o solucionar dos perigos aqui invocados não implicam gastos exagerados sendo perfeitamente aceitáveis, cremos nós, os custos emergentes da tomada das medidas consideradas oportunas para a melhoria das condições de circulação na rua da Portelinha, em Fânzeres.

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