Pela sua saúde

Por Elisabete Castro

Os comportamentos e estilos de vida influenciam comprovadamente a saúde, uma vez que constituem um denominador comum a praticamente todas as doenças crónicas não transmissíveis. Segundo o relatório “A Saúde dos Portugueses. Perspetiva 2015” disponibilizado pela Direção Geral da Saúde e apresentado no passado dia 7 de julho, que traça o perfil da saúde dos cidadãos residentes no território nacional, há uma evolução positiva na generalidade dos indicadores de saúde, demonstrada pelas tendências progressivas de cada vez maior esperança de vida, acompanhadas por um aumento do número de anos de vida saudável. Neste relatório é referido que os fatores de risco que mais contribuem para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa são os hábitos alimentares inadequados (19%), a hipertensão arterial (17%), o índice de massa corporal (13%) e o tabagismo (11%). Os alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans (processadas a nível industrial) constituem o principal problema. A insuficiente ingestão de fruta, de hortícolas, de frutos secos e sementes, bem como o excesso de consumo de carne processada contribuem para os hábitos alimentares inadequados. Comer menos do que três peças de fruta/dia constitui o risco alimentar evitável que mais contribui para a perda de anos de vida saudável, estimando-se em 141 mil os anos de vida potencialmente perdidos pela população portuguesa em 2010.

Lembre-se que o mais importante para ter uma boa saúde é adquirir e manter comportamentos saudáveis ao longo da sua vida! Aconselhe-se com o seu médico de família.

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