Pelo direito à mobilidade

A STCP e a Metro do Porto são duas empresas fundamentais no garante de mobilidade no distrito do Porto, assim como para o desenvolvimento da região, combatendo o isolamento de populações e promovendo uma efetiva política de transportes públicos que esteja ao serviço da economia e das populações do distrito.
Em 2013, a STCP transportou 135 milhões de passageiros e a Metro do Porto 56 milhões.
Sucessivos governos PS, PSD e CDS, em conjunto com Administrações da STCP, têm trabalhado para destruir os transportes públicos no distrito: consecutivos subfinanciamentos em Orçamentos do Estado, empurrando a empresa para créditos bancários, cujos pagamentos têm conduzido à sua asfixia financeira; não contratação de trabalhadores, quando a sua necessidade é notória – 140 serviços diários que não são realizados por esse motivo, prejudicando fortemente as populações; linhas que foram suprimidas por completo ou cujos horários foram reduzidos – penalizando diretamente as populações; constantes aumentos nos preços dos bilhetes/assinaturas; cerca de 200 trabalhadores contratados; ataque aos direitos laborais dos trabalhadores da STCP (como os cortes nos salários e a desregulação do horário de trabalho, além das mais de 100.000 horas extraordinárias feitas pelos trabalhadores).
Depois da energia (EDP), das comunicações (PT e CTT) – para referenciar algumas das privatizações mais recentes – PSD, CDS e PS estão desejosos de entregar nas mãos dos privados mais este negócio dos transportes: as dívidas ficam no erário público e os investimentos e os equipamentos ficam com os privados, que irão maximizar os seus lucros à custa da exploração de uma entidade construída com o dinheiro do povo português. Os prejuízos para os utentes irão refletir-se nos custos e no fim (total ou parcial) de carreiras, condenando ao isolamento especialmente os mais carenciados e os mais idosos.
O PCP fez entrar na Assembleia da República um Projeto de Resolução para travar a concessão/privatização da STCP e da Metro do Porto, assim como para defender que estas empresas sejam dotadas dos meios materiais e humanos para prestação de um serviço público de transportes com qualidade.
Saudando e valorizando as várias lutas que têm vindo a ser travadas pelos trabalhadores, designadamente da STCP, com importantíssimos resultados, o PCP apela à continuidade dessa força combativa, na defesa dos seus postos de trabalho, dos seus direitos e do direito à mobilidade – direito fundamental. *Este artigo foi escrito a 18/02/2014

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