Pelo emprego com direitos, salários e defesa das funções sociais do Estado

Mais de 37 anos de políticas de direita implementadas por sucessivos governos do PS e PSD (ora com, ora sem CDS); 28 anos passados da integração capitalista na (agora) União Europeia; depois dos PEC’s do PS e três anos após a assinatura, por estes três partidos, do dito Memorando – um autêntico Pacto de Agressão contra os trabalhadores e o povo português, a soberania e a independência nacionais – a realidade do país é de recessão, retrocesso social, destruição de Serviços Públicos e funções sociais do Estado, num autêntico ajuste de contas com as conquistas emancipadoras de Abril.
A consequência das opções políticas de PS, PSD e CDS estão bem à vista: um rumo de declínio, que corta nos salários, reformas, pensões e prestações sociais; que ataca a Escola Pública, a Saúde e outros serviços públicos, com o claro objetivo de abrir, cada vez mais, as portas para que o privado se instale; que privatiza setores estratégicos para a economia nacional, descapitalizando o Estado e entregando o património que é de todos ao capital estrangeiro; que aumenta os impostos sobre os rendimentos do trabalho, ao mesmo tempo que favorece a banca e os grandes grupos económicos; que impõe impostos que vão taxar da mesma forma o milionário e o desempregado.
Um caminho de empobrecimento e de agravamento da exploração e das desigualdades que resultou em mais de um milhão e 400 mil desempregados e dois milhões e 800 mil portugueses na pobreza, empurrando ainda mais de 300 mil para a emigração.
É urgente romper com as políticas de direita e inverter este rumo, que beneficia os grandes grupos económicos e financeiros à custa do empobrecimento da grande maioria dos portugueses.
Uma rutura que está nas mãos dos trabalhadores e do povo, nas lutas que têm travado e nas que, corajosamente, continuarão a travar, defendendo direitos laborais e sociais, também eles conquistados através da luta.
Assume, assim,  especial importância a Marcha Nacional convocada pela CGTP-IN, de 21 a 25 de Novembro, que percorrerá o país e que terá expressão no Porto, dia 22 (sábado), às 15h, na Praça da Batalha.
Impõe-se a derrota deste Governo, das políticas de direita e de todos os seus executantes e a construção de uma alternativa patriótica e de esquerda, que retome os valores de Abril para o futuro de Portugal.
A participação de todos e de cada um na ação de luta do próximo dia 22 será mais um passo nessa direção.

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