Planeamento Estratégico é aproveitar todas as oportunidades!

Numa altura em que a expressão Planeamento Estratégico parece que, finalmente, vai entrar no léxico da maioria socialista que governa a câmara, é necessário recordar que nada pode ser feito sem a devida articulação com o financiamento adequado a cada medida.

Para as autarquias locais, e para os seus munícipes, é relevante todo o apoio financeiro que possam obter, quer diretamente para si, quer para os seus munícipes e empresas. Todos os fatores contam quando se pretende promover a redução das disparidades de níveis de desenvolvimento.

No caso de Gondomar, tendo como pano de fundo o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano – PEDU, a Área de Reabilitação Urbana de São Cosme e Valbom, que inscrevendo-se num núcleo antigo de aglomerado urbano e comerciais, poderá ser um território fértil para candidaturas ao Aviso do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas – IFRRU 2020, de 30.10.2017. É essencial que a Câmara Municipal de Gondomar não fique refém do esforço de dinamização desta medida, por parte das entidades bancárias privadas, e promova mecanismos de publicitação e acesso a empréstimos com condições mais vantajosas das que existem no atual sistema bancário, destinados à reabilitação integral de edifícios, quer para habitação, quer para outras atividades, com a possibilidade de financiamento de soluções integradas de eficiência energética.

Este mesmo raciocínio deve ser aplicado ao SI2E – Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego que, no caso concreto das freguesias de São Cosme, Valbom, Jovim, Fânzeres, São Pedro da Cova, Rio Tinto e Baguim do Monte, pode permitir o surgimento de diversas candidaturas a fundo perdido para micro e pequenas empresas, incluindo entidades que exerçam uma atividade artesanal ou outras atividades a título individual ou familiar, sociedades de pessoas ou associações que exerçam regularmente uma atividade económica. Mas não basta divulgar, é necessário que as autarquias sejam elementos catalisadores para o aparecimento dessas propostas e assim ajudar a diminuir a taxa de desemprego.

Por fim, temos que ter presente que os incêndios florestais que deflagraram nos meses de julho, agosto e outubro deste ano assumiram enormes e devastadoras proporções por todo o território nacional.
O Sistema de Apoio à Reposição da Competitividade e Capacidades Produtivas só será eficaz se for célere, de acordo com a nossa realidade e de forma a cobrir as perdas efetivas sob pena de se perpetuar os danos que foram sofridos.

Cabe ao executivo camarário, também nesta matéria, uma especial atenção, monitorização e, quando necessário, especialmente no caso do Alto Concelho, concertação de esforços para que as indemnizações cheguem a tempo a quem de direito.

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