Por falar em vergonha…

Já afirmei, por diversas vezes que, o facto de António Costa estar refém da esquerda radical, só o poderia levar a tomar decisões que, mesmo sabendo estarem a prejudicar o País, as tomaria de qualquer forma, apenas com um único objetivo: continuar à tona!

Mas a viagem foi avançando, os atropelos também e eis que, o timoneiro já não é António Costa, mas sim o Bloco de Esquerda, que tomou a dianteira de tal forma, que até o partido comunista já dá sinais de alguns ciúmes pelo namoro apenas se fazer a dois e não a três, como o inicialmente selado.

Muito se tem falado de Vergonha e de a deixar de ter, mas só se pode perder aquilo que se tem, logo, se não se tiver vergonha, como é que é possível perdê-la?

Vergonha é não se dizer a verdade, fantasiando propositadamente a realidade!

Nesta altura, o País já deveria estar a assistir a uma efetiva descida da carga fiscal, com vista ao aumento da confiança e do investimento que é praticamente inexistente, pois, objetivamente falando, o investimento afundou 3%, registando atualmente a pior marca desde 2013, sendo que o número de empresas falidas aumentou durante este período cerca de 9%.

Mas, naturalmente que já se percebeu, que o que aí vem é um aumento brutal de impostos, devido ao facto de a estratégia definida por esta Geringonça ter falhado, pois, e segundo dados apresentados por diversas Entidades Oficiais que se presumem sérias e credíveis, até prova em contrário, a economia encontra-se em estado anémico, já que em 2015 o seu crescimento foi de 1,5%, prevendo-se que no corrente ano fique abaixo de 1%.

O aumento do consumo interno, que segundo António Costa seria o grande motor da economia, tal como no passado, também não se verificou, situação agravada pelo facto de o volume das exportações ter vindo a baixar, deixando a indústria em estado de pré-coma. A dívida externa, ao contrário do que acontece com o PIB cresce a um ritmo galopante, configurando esta conjugação de fatores, a possibilidade de nos aproximarmos do cabo das tormentas!

Na Educação, assiste-se a um silêncio tumultuoso, silêncio esse que não é sinónimo de falta de problemas, porque a verdade é que há serviços em estabelecimentos de ensino que encerram por falta de funcionários, o amianto continua por remover e os alunos com Necessidades Educativas Especiais estão a atravessar dificuldades extremas de integração e apoio de vária ordem já denunciadas por diversas instituições.

As infraestruturas inscritas no Orçamento de Estado, vão sendo adiadas, por não haver dinheiro para as concretizar, conduzindo assim à quase inexistência de Investimento Público. Na saúde, o panorama não é muito diferente, já que a dívida do SNS em apenas nove meses aumentou 230 milhões de Euros e os pagamentos em atraso cresceram 217 milhões de Euros.

Isto são factos, não são meras ilações, e, mesmo assim António Costa continua em Fase de Negação.

Das duas uma, ou as Entidades são incompetentes e os seus responsáveis têm que ser rapidamente substituídos, ou então é caso para dizer “Tenham Vergonha e digam a Verdade aos Portugueses”!

, ,