Por uma conduta política com responsabilidade!

Em devido tempo, e nos órgãos próprios, alertamos para o caminho que estava a ser trilhado pelo atual governo no âmbito do Programa Nacional de Investimentos (PNI 2030), do Processo de Reprogramação do Portugal 2020 e da preparação do próximo Quadro Comunitário de Apoio para o período 2021 – 2030. Estes alertas, construtivos e que pretendem contribuir para o desenvolvimento do nosso território e bem-estar da nossa população, são o timbre da nossa conduta que pretende, independentemente das forças políticas, ser responsável, assertiva e, acima de tudo, verdadeira!

Não temos qualquer problema em aprovar propostas de outras forças políticas desde que as mesmas possam ajudar a concretizar os nossos objetivos, num espaço de centro direita, e obter os melhores resultados em prol dos gondomarenses. Até porque, em Gondomar, é necessário captar novos investimentos empresariais e fixar população jovem. A diminuição da população e o envelhecimento têm reflexos na economia local, na organização do tempo de trabalho, na saúde e na ocupação de tempos livres.

Temos de fazer um esforço acrescido para contrariar esta tendência e olhar para esta realidade com responsabilidade e sem tabus. Apostar em boas acessibilidades, na qualificação da população e na criação de elevados padrões de qualidade de vida, exige, sobretudo, o crescimento da economia e da criação de postos de trabalho, condições de maior atratividade e competitividade das nossas empresas.

Exige, também, trabalho em conjunto e em rede, com as forças vivas da sociedade civil e entre forças políticas e partidárias.

Contudo, não contem connosco para ser coniventes com o agravamento da situação financeira da Câmara Municipal de Gondomar. Se o atual executivo do Partido Socialista pretende apresentar, novamente, o mesmo procedimento perante o Tribunal de Contas, para resolver a questão da divida da EDP, é porque consideram que foram ultrapassados os óbices legais, administrativos e regulamentares. Esperemos que tal seja uma realidade!

Convém é que o executivo do Partido Socialista não se esqueça que há muito para ser feito e o caminho do rigor, da responsabilidade e da correção nas finanças públicas é a base para qualquer boa gestão autárquica. Não podemos cair nos erros do passado e porque poderá vir a ser dada uma pequena folga, desatar a “gastar à tripa forra” em investimentos que não sejam relevantes para os gondomarenses.

Nota: Por esse motivo, na Câmara e na Assembleia Municipal de Gondomar, os autarcas do Partido Social Democrata aprovaram as propostas relativas ao PNI 2030, ao Empréstimo BEI Portugal 2020, mas abstiveram-se na proposta apresentada para solver a divida da EDP. A questão do passivo da CMG, que orça os 173 milhões de euros, deve ser resolvida de forma global equacionando-se, e publicitando-se, as prioridades de investimento.

, ,