Por uma política que defenda os trabalhadores e o Povo

À data da escrita deste artigo passam duas semanas das eleições Legislativas – das quais a CDU saiu mantendo o progresso eleitoral verificado nas quatro últimas eleições Legislativas, subindo de votos, percentagem e mandatos e elegendo mais um deputado pelo Círculo do Porto (agora com três eleitos da CDU), naquele que é o melhor resultado desde 1999, traduzido na eleição de 17 deputados.

Sendo conhecidos os resultados obtidos e os deputados eleitos, importa sinalizar o seguinte:

A maioria PSD/CDS sofreu uma grande derrota: ficou sem maioria absoluta, desceu 12 pontos percentuais (para 36,8%), perdeu mais de 700 mil votos e mais de 20 deputados – hoje, PSD e CDS têm, juntos, menos votos do que PSD sozinho, nas Legislativas de 2011;

Quase 64% dos votantes portugueses recusaram a política de austeridade e desastre nacional imposta por PSD/CDS, que perderam, à luz dos atuais resultados, legitimidade política para formarem Governo;

No quadro da Constituição da República, e tendo presente a correlação de forças existente na Assembleia da República, o PS só não forma governo se não quiser.

Importa ainda referir que a realidade política saída destas eleições veio confirmar o que o PCP sempre afirmou – são eleições para eleger 230 deputados, não para eleger um primeiro-ministro, e o Governo deve ser encontrado no quadro do sistema partidário e parlamentar, como determina a Constituição.

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