Portugal 2020 e a região Norte

A entrada de Portugal na então CEE, hoje União Europeia, constitui um marco de extrema importância no cumprimento da aspiração de Abril de construção de um Portugal democrático, moderno e desenvolvido que resultou do 25 de Abril.

Ao longo das últimas décadas, os sucessivos quadros comunitários de apoio foram servindo de alavanca dinamizadora do investimento público e privado numa lógica que se pretende geradora de convergência entre regiões.

O quadro que se estende até 2020, por acompanhar um período de recuperação após uma época de profunda crise, assume um papel de particular importância.

Só a falta de visão de futuro e o teimoso apego dogmático ao híper-austeritarismo seguido pelo anterior Governo, podem explicar o estado de bloqueio a que o quadro Portugal 2020 foi votado condenando a país à perda desta oportunidade.

Quando o atual Governo tomou posse, registavam-se apenas quatro milhões de euros de pagamentos realizados às empresas, relativos a quinze projetos e as autarquias não podiam sequer apresentar candidaturas.

Foram múltiplos os problemas a ultrapassar, em matéria de regulamentos e outros, de forma contrariar o caminho seguido.

O Governo PS deu prioridade à aceleração do Portugal 2020 e conseguiu recuperar o atraso a que este quadro estrutural foi sujeito, existindo hoje um ritmo muito dinâmico na execução do Programa e na concretização dos investimentos, tanto ao nível das empresas como dos municípios.

Este facto, só por si, já seria motivo suficientemente merecedor de uma nota positiva ao desempenho nesta matéria, mas o merecimento vai ainda mais longe quando olhamos para a dinâmica de equilíbrio regional e os dados nessa matéria são bastante animadores no que diz respeito à região Norte.

Neste momento, estão já aprovados mais de cinco mil e seiscentos milhões de euros de investimento empresarial, o que representa 47% do total nacional aprovado no âmbito dos Sistemas de Incentivos às Empresas e no que concerne ao investimento territorial, realizado pelas autarquias, foram já aprovados mais de quinhentos milhões de euros de investimento.

Ao impulsionar o Portugal 2020, o governo socialista abriu uma janela de oportunidade e o Norte está a responder com o dinamismo e capacidade de inovação que caracterizam a região, como se tornou evidente durante os períodos mais duros da recente crise, na forma como resistiu e contrariou os seus efeitos, afirmando-se, mais uma vez, como grande motor de criação de riqueza.

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