Precisa-se, urgentemente, do Metro em Gondomar

O concelho de Gondomar, continua a ser “castigado” com a falta do Metro. Têm sido constantes as manobras dos sucessivos governos desde o tempo de José Sócrates até ao presente para adiar a construção de uma infraestrutura fundamental que sirva de forma cabal toda a zona urbana do concelho de Gondomar, trazendo a tão necessária melhoria da qualidade dos transportes públicos ao serviço dos gondomarenses.

As populações continuam a exigir a construção da linha do Metro que, para além de Rio Tinto, cubra, efetivamente, as freguesias de Baguim do Monte, Fânzeres, São Cosme e Valbom.

A última reviravolta neste processo dada com a anuência do presidente da Câmara Marco Martins, veio tornar a possibilidade da conclusão da construção do Metro, que se encontrava já aprovada, numa miragem cada vez mais distante dos gondomarenses, sobretudo para os residentes em S. Cosme e Valbom.

As desculpas dadas constantemente pelo presidente Marco Martins, que se refugia num fait diversao dizer que a solução que tinha sido aprovada não era a melhor, apresentando um hipotético novo traçado sem qualquer tipo de consulta ou discussão pública, demonstra, unicamente, a falta de capacidade para resolver um problema grave das populações, com resultados nefastos para o desenvolvimento do concelho que, sendo um dos maiores da Área Metropolitana do Porto, é um dos menos desenvolvidos na área dos transportes públicos e mobilidade das populações, apesar de ser um dos mais próximos da cidade do Porto e debitar diariamente enormes fluxos de passageiros no movimento pendular Gondomar/Porto/Gondomar.

A CDU há muito que defende que a linha de Gondomar deve constituir um arco entre as Antas e Campanhã com circulação de composições nos dois sentidos, percebendo que esta é a solução que melhor serve as necessidades dos gondomarenses ao garantir a ligação a dois importantes pontos da cidade do Porto e resolver muitas das dificuldades da própria mobilidade interna do concelho de Gondomar.

É, portanto, fundamental, uma política municipal de transportes públicos que atenda à mobilidade dos gondomarenses dentro do seu próprio concelho, bem como nas relações com concelhos vizinhos.

É fundamental a continuação da rede do Metro, sem esquecer a ligação de Fânzeres ao Souto e a sua articulação com o transporte rodoviário.

É fundamental a planificação de uma rede de transporte público que sirva dignamente todo o concelho e que preveja a inclusão de meios facilitadores às pessoas com mobilidade reduzida.

É fundamental o alargamento do andante, nomeadamente para as populações do Alto Concelho e a implementação de soluções de intermodalidade dos passes sociais.

Para isto, não podemos aceitar constantes adiamentos na conclusão do projeto do Metro para Gondomar, pelo que é incompreensível que a Câmara Municipal de maioria PS, cujo presidente Marco Martins é o responsável pela mobilidade e transportes da AMP em vez de exigir a conclusão imediata desta infraestrutura, conforme prometeu na campanha, tenha recuado, sem qualquer respeito pelas expectativas de muitos gondomarenses, nomeadamente, os residentes em S. Cosme e Valbom.

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