Preparar o futuro

O pontapé de saída para as eleições legislativas de 2019 começou a ser dado com o congresso do PPD/ PSD, seguindo-se, já no próximo mês de março, idêntica iniciativa por parte do CDS/ PP.

A “direita” parece finalmente ter percebido que tão importante evento tem que ser preparado com a antecedência devida, pois o paradigma a que estava habituada transformou-se absolutamente desde as últimas legislativas com a inusitada construção da Geringonça e, mais que isso, com a respetiva sustentabilidade, facto mais que improvável aquando da sua constituição.

A “direita” começa a mostrar sinais de que definitivamente se tem que entregar à motivação de apresentar propostas, não apenas alternativas mas fundamentalmente inovadoras porque novos são também os desafios com que a sociedade portuguesa se depara. Na verdade este boom turístico que tem bafejado Portugal, boom este que, cada vez mais, aparenta ser muito mais que um mero produto da conjuntura, obriga o país a mostrar ter respostas modernas e consentâneas com as expectativas e mesmo exigências de quem se dispõe aqui desenvolver tarefas profissionais, ou passar muito dos seus tempos livres, ou até, e são cada vez mais, assentar residência adotando o país como sua segunda pátria. Claramente que Portugal, deve “pensar” esta nova realidade preparando soluções que não sejam apenas fachada, mas que mostrem que a capacidade de adaptação e a capacidade de tecnicamente ordenar melhores respostas são já uma manifesta certeza da qualidade com que os portugueses preparam o seu futuro. Mas não é apenas o turismo a demandar mais e melhores soluções. Temos a área da Saúde cada vez mais requisitada pelos nossos concidadãos europeus. Temos a Agricultura onde o investimento estrangeiro tem sido exponencial. Temos a área das novas tecnologias com novas empresas a serem criadas todos os dias e com as exportações a atingirem recordes todos os meses.

Todas estas valências, aqui recordadas apenas referencialmente, determinam do país o necessário ‘savoir faire’ de as potenciar ao seu máximo contexto, satisfazendo investidores e catapultando a consequente riqueza criada colocando-a ao serviço de Portugal e dos portugueses.

Por assim ser, por serem enormes os desafios e por serem candentes as responsabilidades dos decisores políticos nacionais, que lhes não podem continuar a responder com os habituais mas acrónicos amadorismos ou com as mesmas soluções tomadas “em cima do joelho”, vemos com grande esperança esta nova postura de responsabilidade e esta fulcral consciência de que os tempos mudaram, com que a “direita” se começa a mostrar na preparação do futuro dos portugueses.

Porque não tenhamos dúvidas que, apesar da propaganda ou mesmo de uma certa noção de melhor amparo que a economia tem trazido aos portugueses, os grandes ferretes que lhes têm impedido a melhoria da sua qualidade de vida, mantêm-se vivos, e em condições de continuarem a ampliar o fogo de uma fogueira que todos queremos e precisamos de ver definitivamente apagada.

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