Privatizar a STCP só vai piorar ainda mais a vida dos gondomarenses

O governo do PSD/CDS não descansa enquanto não entregar os transportes públicos aos seus amigos, assim, se nada fizermos para contrariar esta medida todos ficaremos a perder.
É verdade que têm aumentado os tempos de espera nas paragens e diminuído várias carreiras mas, é bom que todos saibam de que a culpa não se deve aos trabalhadores.
O governo não autoriza a contratação de novos motoristas o que deteriora o serviço pois, para garantir o mínimo de qualidade seriam necessários pelo menos mais 100 motoristas. O que tal não acontece e faz com que todos os dias, muitos autocarros fiquem estacionados nas garagens, sem utilização, o que faz com que os horários não sejam cumpridos.
O que é preciso é melhorar a oferta pública de transportes contribuíndo assim, de forma mais eficaz para retirar os automóveis das ruas, conseguindo assim, a redução de emissão de gases poluentes.
Gondomar é um dos seis concelhos onde funcionam há décadas a rede de transportes públicos, da STCP, e desde janeiro de 2011, a linha do Metro até Fânzeres. Por isso, a Câmara de Gondomar não pode deixar de responder com força e determinação, ao programa de desmantelamento público que PSD/CDS puseram em marcha.
É a própria lei das autarquias (lei nº 75/2013) que indica como competência dos municípios criar, construir, e gerir redes de transportes (art.33º).
Mas não é apenas a lei que exige a intervenção da Câmara de Gondomar para salvar a STCP da destruição anunciada, trata-se também de salvaguardar a mobilidade da população de Gondomar, os direitos dos trabalhadores de transportes públicos e ainda, não menos importante, o património da STCP é que a interligação dos seis concelhos abrangidos pelo transporte público rodoviário de passageiros é um facto histórico.
É por isso absolutamente necessário que, a Câmara se empenhe na melhoria dos circuitos, das carreiras e dos horários da STCP e mobilize os outros municípios contra a destruição/privatização do transporte público de passageiros.
Quanto ao Metro, a extensão em 5,6 quilómetros da linha azul até Valbom teria ganhos muito significativos, em termos ambientais e não só. Apenas com a aventura dos SWAPS na STCP e no Metro gasta-se muito mais do que os 200 milhões de euros desta obra.
É de avançar, a mobilidade é um direito.

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