Pugnar pelos interesses de Gondomar!

Vamos, nesta edição e neste texto, esclarecer algumas questões pessoais que, pelos vistos, um pouco (ou muito…) apoquentam certas pessoas.

Todos saberão um pouco do meu percurso pessoal, associativo, profissional e político. Mas poucos saberão, de facto, quem eu sou ou aquilo em que acredito e defendo.

Vamos deixar as três primeiras áreas para “suposições” e passemos a analisar a questão política – razão de ser destes meus textos mensais no jornal Vivacidade.

Defendo que a intervenção política, em cargo executivo, ou não, no poder, ou na oposição, apenas deve ter um propósito: servir a população e, com a nossa intervenção, conseguir que a freguesia ou o Município se tornem melhores de dia para dia.

Há cerca de um ano abracei uma candidatura independente. E fi-lo de forma convicta, acreditando que esse era um projeto com fundamento e que tinha o futuro bem delineado. O resultado eleitoral não foi o que desejava. Ou o que desejávamos…

Os gondomarenses decidiram voltar a apostar numa maioria camarária e depositaram a sua confiança, e a maioria dos votos, num projeto que não aquele que eu defendia.

O tempo passou. Com calma fomos analisando o pulsar e o sentir da população. Verificou-se que, de facto, a candidatura independente não conseguiu consolidar os seus propósitos. Elegemos representantes capazes, válidos, competentes e dedicados. Mas, mesmo assim, tal não foi suficiente para se atingir o resultado pretendido.

Quem olhar para o passado facilmente verifica que a candidatura independente surgiu de um afastamento que, há alguns largos anos, muitos elementos tiveram em relação ao PSD. Foi numa altura em que um líder, sem dimensão, considerou que meras suspeitas deveriam ser assumidas como factos. Pena é que, na altura, não o tenha feito em relação a outros casos um pouco espalhados pelo país…

Mas esse é um problema que ainda hoje não está resolvido ou assumido. Continuam a haver casos e casos…

Os nomes indicados como Independentes, em Gondomar, na sua grande maioria “vieram” do PSD. Nem todos, sublinho, mas uma considerável maioria.

Ou seja, no panorama político, “à direita”, teremos uma família que está repartida por dois grupos. Nunca houve alinhamentos previamente definidos mas, se formos analisar de uma forma genérica, quase sempre foram dois grupos unidos num único propósito.

O meu posicionamento político já vem do passado, não é nada recente. Assumo-me de direita, mas humanista e preocupado com a população local. E, por isso, depois deste período em que me assumi como Independente, em nada me incomodou voltar a apostar num projeto de unificação e que aponta para o futuro.

Acredito que Independentes e PSD deveriam unir esforços e estratégias. Acredito, também, que o PSD, a nível nacional, deveria repensar, atempadamente, tal união de “famílias”. E deveria, planeada e atempadamente, começar a definir as necessárias estratégias para o futuro. Um futuro que, pessoalmente, quero de vitórias.

Daí acreditar que a mudança é positiva.

Quanto ao (meu) futuro, anotem uma certeza: continuarei a pugnar pelos interesses de Gondomar e dos gondomarenses!

Apenas isso.

E já não é pouco!

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