Qualifica – uma nova oportunidade

Foram muitos os da minha geração que cedo abandonaram a escola sem concluir o ensino secundário. Ao longo da nossa vida, esse facto foi marcando a diferença entre nós ao nível das oportunidades de trabalho e dos ciclos de desemprego que uns e outros foram experimentando.

Num mundo em que a economia e os processos de produção se encontram em constante mudança, exigindo um nível cada vez mais elevado de preparação escolar e profissional, criar oportunidades de qualificação que ao longo da vida permitam colmatar défices de formação inicial e permitam redirecionar perfis formativos adequando-os às exigências do mercado de trabalho é algo que deve convocar o esforço dos poderes políticos. Sendo que no caso do nosso país, está em causa a necessidade de ultrapassarmos um dos nossos mais pesados défices e procurarmos alcançar um mais elevado patamar de convergência com a realidade europeia.

O Governo apresentou recentemente o programa “Qualifica” – sucessor do “Novas Oportunidades” – que em três anos pretende abranger seiscentos mil adultos e mobilizará um investimento de cento e nove mil euros.

Esta estratégia, assumida como uma prioridade integra o Plano Nacional de Reformas e para além da recuperação da formação de adultos, interrompida pelo Governo PPD-PSD/CDS-PP, pretende oferecer alternativas aos jovens que não trabalham, nem estudam, nem se encontram a fazer formação profissional.

O “Qualifica” enquadra diversas respostas educativas e formativas, com o objetivo de promover a melhoria da empregabilidade dos indivíduos, como preconizado pela Estratégia Europa 2020.

A educação e a formação profissional são os mais poderosos instrumentos de promoção da mobilidade social e de uma verdadeira igualdade de oportunidades. Portugal só se conseguirá afirmar, verdadeiramente, como um país moderno e desenvolvido, se não deixar ninguém para trás e esta visão tem sido uma das marcas das governações socialistas.

Depois de um ciclo governativo de direita, marcado por uma política derrotista, hiper-austeritária, o país ganha nova confiança e a esquerda mostra que é possível conciliar políticas voltadas para as pessoas com o equilíbrio das finanças públicas. O desemprego desceu para 10,2%, o nível mais baixo desde 2009, os rendimentos foram devolvidos aos portugueses e o défice de 2,1%, registado em 2016, foi o mais baixo história da nossa democracia. Temos um Governo que aposta nos portugueses e isso faz toda a diferença!

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