Quantos e quais os impostos que a esquerda tem preparado para o país?

Ultimamente a pergunta que anda no ar é que impostos vão aumentar no próximo ano. Depois dos anos muito difíceis que atravessámos, creio que todos esperavam que chegasse finalmente um ano em que discutir o Orçamento não significasse discutir aumentos de impostos. Até porque a propaganda do Governo tem sido toda à volta do fim da austeridade…

Mas, para surpresa de muitos, aconteceu exatamente o contrário. Este ano, o Governo abriu o debate precisamente com uma discussão feita totalmente à volta de aumentos de impostos. Ninguém sabe bem explicar quais, e muito menos como. Uns dizem que é só para imóveis, outros dizem que é para todo o património; outros ainda, dizem que são “só” impostos indiretos; uns últimos, falam no novo imposto Mortágua. Pelo meio, temos discussões ideológicas sobre perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro (qualquer um que tenha conseguido poupar alguma coisa) e sistemas alternativos ao capitalismo (em todo o Mundo, sistemas que apenas trouxeram desgraça e miséria a quem os experimentou). É uma espécie de deriva de esquerda radical com impacto direto fiscal.

Em suma, instalou-se uma enorme trapalhada da qual sai uma única certeza: ou vão aumentar impostos ou vão criar novos impostos.

Toda esta baralhada quer dizer duas coisas: a primeira, infelizmente, é que ainda não é desta que podemos discutir um Orçamento sem medidas de austeridade; a segunda, é que tudo isto são maneiras de disfarçar o facto de as coisas não estarem a correr nada bem no plano económico.

Se a economia estivesse a evoluir como o Governo e os partidos que o apoiam prometeram, haveria espaço para um verdadeiro alívio da classe média. Como a economia está quase estagnada, com um crescimento anémico, o Governo não encontra alternativas à estratégia de dar com uma mão e tirar com a outra.

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