Que Orçamento para Portugal?

Realizou-se no dia 22 de outubro, na Faculdade de Ciências de Lisboa, uma Conferência Nacional para debater o próximo Orçamento de Estado para 2017, que contou com as presenças de Francisco Louça, João Ferreira do Amaral, Eugénio Rosa e o jornalista Nicolau Santos.

Logo na abertura a deputada Mariana Mortágua, afirmou que apesar do Orçamento de Estado para 2017 fazer escolhas claras e que vão no bom caminho, há que ter em conta as suas falhas uma vez que “não responde às necessidades do país em termos de desenvolvimento produtivo, de capacidade de investimento e de criação de emprego”

“Todos os dados apontam para que, desde 2010, o stock de capital da nossa economia tenha vindo a decrescer continuamente“, tal quer dizer que nos últimos seis ou sete anos todo o investimento que é feito não serve sequer para repor o capital que está a ser destruído. Temos uma destruição violenta deste stock de capital que foi impossível reverter até hoje e isso é um dos principais problemas da economia portuguesa.

Para percebermos porque é que este Orçamento não vai tão longe quanto gostaríamos e não responde ao problema do investimento, é preciso ter em conta que há um contexto político nacional e internacional em que o Orçamento se insere”.

A economia não se ajusta automaticamente e para pormos os países a crescer em termos de investimento e criação de emprego precisamos de Estado e de política industrial!

Precisamos de investir ativamente na economia porque de outra forma não vai ser possível fazer com que as economias arranquem.

No final da conferência contamos com a presença da Coordenadora Nacional, Catarina Martins, informando que o Bloco vai votar a favor do Orçamento na generalidade

O Bloco de Esquerda cumpre com os compromissos e este Orçamento objetivamente, aumenta rendimentos do trabalho, cumpre o compromisso de não precarizar e privatizar mais e de não aumentar bens essências”.

Conforme disse Catarina Martins, sem a reestruturação da dívida estamos a condenar as nossas vidas e o nosso futuro. Não podemos aceitar o valor anual de juros a que o Estado português está obrigado (8.041 milhões de euros). Para melhor se entender, estes juros levam quase tanto como o Serviço Nacional de Saúde e bem mais de metade que o Ministério da Educação.

Para aqueles que nos acusavam de sermos apenas um partido de protesto, devem estar bem arrependidos a esta hora, perderam a bandeira.

Os portugueses hoje olham para nós como gente de confiança e, por isso, desde as eleições de 2013 não paramos de merecer a sua confiança. Assim, nas eleições Regionais da Madeira passamos de zero deputados para dois. Agora nas Regionais dos Açores passamos de um para dois eleitos e fomos a força política que mais subiu em número de votos e isso significa que não estão arrependidos por nos terem confiado o seu voto.

E assim será com certeza nas eleições Autárquicas do próximo ano. Os portugueses sabem que podem contar com o Bloco de Esquerda, sabem que também a nível local o Bloco faz falta.

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