Quem quer bons amigos, arranja-os!

O Partido Socialista já nos habituou a momentos verdadeiramente insólitos no que à amizade diz respeito.

Já nos habituamos a que os primeiros-ministros do Partido Socialista tenham amigos como mais ninguém tem, com uma bondade inexcedível.

Nos últimos tempos, temos, de facto, assistido a episódios que nada auguram de bom, no que à atual governação do País diz respeito:

Primeiro, assistimos a um ministro a prometer “salutares bofetadas” no Facebook a dois colunistas do jornal “Público” que o haviam criticado, e a consequentemente ser obrigado a demitir-se.

Depois, assistimos à saída do chefe do Estado-Maior do Exército, devido a um pedido de explicações público por parte do ministro da Defesa, e por fim, ao secretário de Estado da Juventude e Desporto a bater com a porta ao ministro da Educação, por estar em profundo desacordo com o seu modo de estar em cargos públicos. Resta-nos saber quem será o senhor ou a senhora que se segue…

António Costa criticou João Soares, dizendo que nem à mesa de café se pode deixar de lembrar de que é membro do governo, mas pelos vistos, é, mais uma vez, “olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço”, pois António Costa pôs um amigo de café, e não só, a negociar dossiers de extrema importância para a economia do País, mesmo não sendo titular de qualquer vínculo contratual com a Administração Pública, mais um benemérito que não olha a meios quando de ajudar o melhor amigo se trata.

De facto, não está em causa o advogado Diogo Lacerda Machado, ser o seu melhor amigo e pessoa da sua elevada confiança, mas antes a falta de transparência e escrutínio na representação do Estado em diversos processos de grande responsabilidade, como a TAP, o BPI e os lesados do BES. É que as suas ligações a António Costa, de facto, vêm de longe mas não nos trazem grandes recordações, a não ser a de que não há almoços grátis, e que na vida tudo tem um preço.

Ao que parece, a afetação de parte do Fundo de Estabilização da Segurança Social (1.400 milhões de euros) à Reabilitação Urbana, também terá sido uma ideia peregrina de mais um grande amigo de António Costa, verba essa que se deveria destinar ao pagamento das pensões dos contribuintes, e não a repetir uma receita, cujos resultados não foram os melhores, arriscando-se, assim, a pôr em causa o equilíbrio financeiro de um sistema que se reveste de importância vital para a sobrevivência das famílias, que não querem voltar a assistir a filmes do passado, cujos protagonistas principais são amigos a oferecerem muito a troco de poucochinho!

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