Rastreios de saúde, servem para alguma coisa?

É de todos conhecido o velho hábito português de fazer tudo no limite do prazo. Fazemos isso nos impostos, ou quando pretendemos decidir coisas tão simples como por exemplo para onde vamos de férias. Na saúde fazemos o mesmo. Só damos valor quando não a temos, ou nos surge um problema inesperado. Para isso servem os programas de rastreio, das várias doenças com mais probabilidade de acontecer na nossa população, desde as diabetes, hipertensão, mas também, patologias mais raras como o glaucoma, nos olhos, que se for detetado atempadamente, poderá ter solução mais fácil, do que simplesmente remediar.
Custa dizer, mas verifico que muitos planos ou ações de rastreio, recebem pouca adesão dos utentes, ou, muitas vezes aparecem sempre os mesmos, alguns com tendência hipocondríaca. Sejam privados ou públicos, as pessoas devem andar mais atentas e aderir a esses planos de rastreio, muitos deles sem custos, ou de preço controlado, com francas vantagens para os utentes e potenciais doentes. Acreditem que muitos que se julgam totalmente saudáveis, irão ter surpresas algo desagradáveis, e o contrário também. Em muitas áreas da medicina fazem-se rastreios, tal como já referi, desde os mais simples como o da hipertensão aos mais complexos como os da audição, visão, analíticos de sangue e de esfregaços histológicos ou citológicos, que previnem doenças ginecológicas.
O que custa fazer umas análises de sangue e urina uma ou duas vezes por ano? (Dependendo dos grupos de risco.) A informação que os profissionais de saúde podem retirar destes rastreios, são muitas vezes a principal medida para combater doenças, que uma vez avançadas no doente, são de muito difícil tratamento. O exemplo máximo será o cancro, patologia essa que vitima muita gente, com sérias complicações para os doentes e porque não dizer, com grandes custos para as sociedades civilizadas. Por exemplo, noutros países, o custo de um seguro de doença depende em muito dos rastreios que o segurado se sujeita, ficando mais económico, quanto maior aderência a esses planos de prevenção o utente demonstrar. Tem toda a lógica na minha opinião. Quantos casos de diabetes se poderia evitar com rastreios eficazes?
Por favor, estimado leitor, cuide-se, um pouco de sacrifício, invista na sua saúde. Não procure só o seu médico quando tem uma dor, ou se sente doente, a saúde previne-se não se remedeia.
Até breve…

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