Reentre

O mês de setembro é um mês de regresso à atividade política. Entre a Festa do Avante, universidades de verão, comícios vários e a abertura do Parlamento, os partidos e o governo voltam ao ativo para mais um ano político.
Este ano promete. Vem aí um Orçamento em que muitos colocam as expectativas – depois da saída da troika e o fim do Programa de Assistência Financeira. É o tempo do governo colocar em cima da mesa as suas prioridades num tempo em que já não estamos sob a tutela da troika mas com certeza que continuamos a enfrentar importantes desafios. O país não pode voltar aos despesismos e endividamentos do passado, mas decerto que também facilmente se vê que a atual carga fiscal não pode continuar assim elevada. Em cerca de um mês já saberemos o que o governo propõe para 2015.
2015, claro, será ano eleitoral. Dificilmente há um ano alguém acharia plausível que os partidos do governo poderiam ambicionar disputar a vitória nestas eleições. Hoje em dia diria que esse cenário já não parece tão distante. Isso acontece por vários fatores, nomeadamente o terminar positivo do programa de assistência mas também da recuperação económica e da redução constante do desemprego. Por outro lado, o Partido Socialista não tem propriamente dado uma impressão de união ou sequer preparação para o combate eleitoral, embrenhado que está na luta interna – esta ficará resolvida nas próximas semanas, veremos se para o bem ou mal do maior partido da oposição.
No fim desta disputa o país começará a pensar a sério em eleições. Prevê-se um ano de intensa disputa, não faltarão episódios de interesse, certamente. Se o governo souber colocar a tónica nas políticas que o distinguem do Partido Socialista, e que estão no DNA dos partidos da maioria, tudo fica em aberto. Falamos de crescimento económico pelo incentivo à economia privada, com menos impostos e menos estado.
Venha pois o ano político 2014-2015!

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