Reentre

Passado que foi o merecido descanso de todos os concidadãos, inicia-se agora um novo e fundamental período de participação cívica onde, os mais ativos através das forças políticas em que estão integrados, têm pela frente enormes mas aliciantes desafios, porque chegou, de facto, a hora de tudo fazerem para que as respetivas convicções se materializem num efetivo crescendo da representatividade nacional da organização política por que tanto têm lutado.
Será um ano de muita luta política pois culminará com mais um período eleitoral cujo resultado influenciará inexoravelmente a vida dos portugueses nos quatro anos que se lhe seguirão, sendo também ponto de aferição das virtualidades do trabalho desenvolvido como das propostas manifestadas.
Quem anda nestas coisas da política, esta estonteante arte de promoção da felicidade de todos, sabe como recorrentemente são tão ínvios os caminhos e impertinentes os resultados por tão aquém, não só do esforço despendido mas principalmente do direito que a comunidade tem de ver potenciada em cada eleição a sua realidade concreta. A nossa incapacidade de sabermos ser clarividentes nas propostas que formulamos e, por ventura, algum exagerado romantismo na forma como as apresentamos à comunidade, faz com que amiudadamente os nossos concidadãos dêem um “tiro nos pés” e desaproveitem oportunidades preciosas.
No referente ao CDS o presente mandato nacional tem sido motivador, mas também árduo e, acima de tudo, exigente, na necessidade de o partido se apesentar adulto, responsável e ciente da fiabilidade que deve patentear perante o seu parceiro de governo e perante os portugueses em geral, pois a conjuntura não permite que se aproxime da sua zona de conforto, ou seja, daqueles que são os seus caminhos destinatários da qualidade de vida que almeja para todos os portugueses.
Competirá ao CDS saber ser grande na demonstração das virtualidades da sua ação governativa porque nem sempre tal ação, pelo menos “à vista desarmada”, tem motivado aplausos dos seus destinatários tão macerados que têm estado por uma austeridade imensa e sem fim previsível. Em todo o trabalho de preparação da próxima luta eleitoral, terá que haver necessariamente espaço para a esperança e para a assunção de compromissos concretos no sentido de que o novo mandato será efetivo na alteração do paradigma, na real melhoria das condições materiais de vida dos portugueses.
O ano político que agora se inicia será claramente longo e invocará muita perseverança. Nós, no CDS, mantemos o empenho e a firme convicção de continuarmos a transformar Portugal num verdadeiro país europeu.

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