Responder à chamada

Este mês somos chamados à responsabilidade de fazer escolhas políticas para os nossos municípios e freguesias. Nas eleições autárquicas decidimos sobre a nossa vida coletiva. E estas eleições são particularmente marcantes: são as primeiras da era da troika.
Cada voto nestas eleições afirma a democracia; afirma que quem escolhe o destino de um país é o seu povo. Quem faltar à chamada, está a deixar que outros escolham. E está a alargar o espaço de decisão dos interesses económicos que agem na sombra.
Cada voto é também uma avaliação do governo; na noite eleitoral a derrota ou vitória de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas mede-se em cada voto entregue à direita. Votar em candidatos da direita é dar mais força ao garrote da austeridade.
Cada voto é também, e principalmente, uma escolha que definirá os próximos tempos. As eleições autárquicas não são escolhas políticas menores. Estão em causa opções como a privatização ou não das águas e do tratamento dos resíduos, a resposta à emergência social, o emprego, a carga fiscal… As escolhas que fazemos agora marcam o nosso futuro.
O Bloco de Esquerda parte para estas eleições com duas prioridades: resgatar a democracia e responder à emergência social. Parte também com um compromisso claro de defesa dos bens públicos e do espaço público. E com o seu património de luta pela transparência e participação, pela defesa do ambiente e da solidariedade, pelo combate à especulação imobiliária e à privatização dos bens comuns.
Cada eleito e eleita do Bloco de Esquerda assume o compromisso de fazer parte das soluções de esquerda para as autarquias e de não viabilizar executivos de direita. Cada voto conta, portanto, para a criação da alternativa à esquerda. Uma esquerda de confiança.

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