Responsabilidade

Todos reconhecemos que, cada vez mais, uma boa gestão autárquica municipal determina-se, entre outros, por um fundamental critério, reportado com a necessária e interdependente relação entre a qualidade das propostas apresentadas e a capacidade de as fazer aprovar nos diferentes órgãos municipais, a saber: a Câmara e Assembleia Municipais. Trata-se obviamente de um critério que exige não apenas uma enorme cumplicidade entre estes dois órgãos, como uma importante estabilidade na partilha das mesmas prioridades e dos mesmos “caminhos”, conducentes àquele que é o propósito conjunto de aumentar os níveis de felicidade das populações que representam.

A falta de uma crucial complementaridade entre as vontades destes dois órgãos municipais, traz por implicação o inglório esforço de cada um deles na inerente pretensão, por muito genuína que possa ser, de promover o desenvolvimento e a modernidade das suas populações e da qualidade de vida que possam desfrutar.

Neste sentido assume fulcral impacto a decisão judicial, conhecida recentemente, de rejeitar, por motivos formais, as listas apresentadas pela candidatura de Valentim Loureiro à Assembleia Municipal e a várias freguesias do Concelho. Com efeito e a nosso ver, tal rejeição inquina de forma inultrapassável a pretensa coerência da candidatura apresentada, na medida em que praticamente se passou a limitar a uma redutora candidatura à Câmara Municipal, facto que a afasta de qualquer (mais uma vez, pretenso) intuito abrangente e mobilizador das diferentes instâncias políticas com capacidade efetiva de influírem na discussão e votação dos prementes assuntos Municipais.

Em nossa opinião, o candidato Valentim Loureiro – e esta é inequivocamente uma aferição de cariz meramente político – teve já tempo mais que suficiente para demonstrar a sua capacidade e eficácia para transformar Gondomar. “Governou” o concelho durante vinte anos, com diferentes maiorias absolutas, não alcançando mais que a sua sedimentação no infeliz epiteto, de “dormitório” do Porto. Contudo, e independentemente de tão constrangedora menos valia, na influência que teve enquanto “governante” de Gondomar, uma hipotética (mas não plausível) vitória sua traria o caos à gestão do Município pois, sem representação na Assembleia Municipal, difícil, senão impossível, se tornaria a obtenção dos invocáveis consensos tendentes à aprovação dos essenciais documentos necessários a uma mínima possibilidade de gestão das diferentes competências municipais. Seria claramente campo fértil para as previsíveis diatribes e “manobras de diversão” das diferentes forças políticas representadas na Assembleia, com todas as nefastas consequências para os legítimos interesses da comunidade gondomarense.

Por ser assim, clamamos de todos os gondomarenses votantes, a maior responsabilidade no uso a dar a tão importante competência cívica, optando por procurar perceber onde está a melhor defesa do seu futuro, qual a candidatura melhor qualificada para verdadeiramente transformar Gondomar.

E, neste contexto, cremos não sobrarem dúvidas de que o PSD e o CDS/PP, protagonizam a melhor solução através da candidatura Gondomar no Coração.

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