Retoma da Economia Portuguesa

Depois da recessão económica que Portugal viveu num passado recente, os empresários portugueses e os seus colaboradores deram-nos um grande exemplo de como renascer do “quase zero” na nossa economia.
Hoje, há claros sinais de uma retoma da atividade económica, com os indicadores de alta frequência a mostrar uma tendência positiva. Os indicadores da procura interna mostram que está em curso uma retoma lenta e o desempenho das exportações continua forte.
O PIB diminuiu 1,4% em 2013 e as projeções estimam uma expansão de 0,8% em 2014. Na última revisão foi decidido rever o crescimento do PIB para acima dos 1,2% em 2014. A taxa de desemprego caiu substancialmente nos últimos trimestres. Na verdade, vários setores começam a mostrar os primeiros sinais de retoma assim como melhoram os indicadores de confiança e de clima económico.
Releva-se o setor do Turismo que se mantém como o mais exportador, representando cerca de 9,5% do PIB e apresentou um notável crescimento em 2013, ultrapassando os 9,2 mil milhões de euros em volume de exportações. A produção industrial aumentou nos últimos três trimestres e o comércio a retalho tem vindo a melhorar.

Os indicadores de confiança começaram a melhorar no final do ano de 2012. A confiança dos consumidores aumentou significativamente alcançando o seu valor mais elevado desde janeiro de 2010 e o indicador de clima económico segue há 14 meses uma tendência crescente estável. A confiança melhorou nos 4 principais setores: indústria transformadora, construção, comércio a retalho e serviços.
A Capacidade Líquida de Financiamento da economia portuguesa atingiu +2.6% do PIB em 2013 e estima‐se que se venha a situar nos +3,8% em 2014 (BdP), muito acima das projeções iniciais do programa de ajustamento de ‐2,4% e ‐1,6%, em 2013 e 2014 respetivamente, devido a melhorias, em maior escala do que o esperado, na Balança Comercial.
Há agora espaço para um crescimento económico sustentável na medida em que as exportações deverão aumentar acima de 5% ao ano em média até 2017 (FMI) e as importações poderão aumentar cerca de 5% ao ano, sem diminuir a capacidade líquida de financiamento.
A procura interna poderá recuperar de forma significativa, sem diminuir a capacidade de financiamento. A confiança das famílias e das empresas mostra uma clara tendência ascendente desde o início de 2013 e as taxas de juros e os spreads têm vindo a diminuir desde o final de 2012.
Portugal registou melhorias essenciais no seu ambiente empresarial, dado que tomou medidas de política para simplificar o ambiente empresarial tais como: SIMPLEX Exportações, para reduzir os encargos administrativos relacionados com a utilização dos portos e aeroportos nacionais e os requerimentos para isenção do IVA; “Balcão do Empreendedor”, onde todas as formalidades relacionadas com a criação e exercício de uma atividade estão localizados num único ponto; programa “Licenciamento Zero”, que simplifica o exercício de pequenas atividades de comércio através da extinção de licenças, autorizações, validações, certificações e registos; estas medidas de simplificação foram estendidas ao nível local através do SIMPLEX Autárquico.

A reforma do IRC iniciada em 2014 bem como outras medidas fiscais das quais se releva simplificação do sistema tributário para pequenas empresas, Regime Fiscal de Apoio ao Investimento: Benefício fiscal automático de 20% do investimento no setor transacionável e a criação de um Gabinete Fiscal do Investidor Internacional.
Por fim, quanto à inovação, Portugal passou do 22.º, em 2006, para 18.º, em 2014, no Índice Innovation Union Scoreboard, passando de uma modesta para uma moderada inovação. O número de empresas inovadoras em Portugal supera a média Europeia.
Agora é o momento de investir em Portugal!

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