Romper com a política de direita

Terminou a 13 de Dezembro a primeira fase da Ação Nacional “A força do Povo por um Portugal com futuro – uma política Patriótica e de Esquerda”, lançada pelo PCP, pretendendo ampliar o debate sobre a política alternativa, alargando à contribuição de muitos democratas e patriotas e analisando os eixos, objetivos e prioridades nucleares de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.
Ação Nacional à qual corresponderam sessões públicas realizadas por todo o país, refletindo e recolhendo contributos sobre as seguintes temáticas:
A renegociação da dívida e necessidade de rutura com o garrote que ela constitui ao desenvolvimento soberano de Portugal; A promoção e valorização da produção nacional, e a recuperação para o controle público de empresas e setores estratégicos, designadamente o setor financeiro; A valorização dos salários e rendimentos dos trabalhadores e do povo e a garantia do respeito pelos seus direitos; A defesa dos Serviços Públicos e das funções sociais do Estado, especialmente o direito à Saúde, à Educação e à Proteção Social; A adoção de uma política fiscal que alivie a carga fiscal sobre os rendimentos dos trabalhadores e dos pequenos e médios empresários, e tribute fortemente os rendimentos do grande capital, os lucros e a especulação financeira; A rejeição à submissão às imposições do Euro e da União Europeia, recuperando para o País a sua soberania económica, orçamental e monetária;
Ao longo dos últimos 38 anos, PS, PSD e CDS foram-se alternando na continuidade das políticas de direita, conduzindo o país a uma situação de profunda crise social, com elevados níveis de desemprego, aumento acentuado da exploração e da precariedade e com a emigração (forçada) a atingir números históricos. O ataque desenfreado aos salários e pensões e os cortes brutais nas prestações sociais, tornaram Portugal num país mais injusto e desigual.
A realidade dos portugueses é pautada por crescentes dificuldades no acesso à saúde, à educação, às prestações sociais e ao trabalho com direitos, traduzindo-se no alastramento da pobreza e da exclusão social.
Sabendo que reside no Povo a força necessária para construir uma alternativa patriótica e de esquerda e para construir um Portugal com futuro, o PCP continuará a lutar pela rutura com as políticas de direita e pela construção de uma alternativa política patriótica e de esquerda, ao serviço dos trabalhadores e do Povo, que defenda a soberania e independência nacionais, com os valores de abril no horizonte.
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