Sanções a Portugal serão declaração de Guerra

Acordamos com a notícia de que o BREXIT venceu no referendo pela permanência de Inglaterra na União Europeia.

Com esta decisão dos ingleses todos nos interrogamos para onde vai o Reino Unido. Muito vai mudar, se calhar tudo vai mudar. Como é que vai ficar a situação da Escócia? Em meu entender fica aberto por parte dos escoceses exigirem a sua independência, mas também a Irlanda pode escolher a unificação.

A vitória do BREXIT é sem duvida um passo forte de desagregação da União Europeia, que incapaz de responder aos anseios das pessoas e de perceber o mundo onde estamos insiste numa política marcada por uma economia estagnada e por um desemprego muito elevado. Se continuarem a insistir nestas políticas não duvido que este será o primeiro de muitos referendos que se realizam por toda a Europa, não é por acaso que vários partidos já o vieram exigir.

Que não se atrevam a aplicar sanções ao nosso País. Exige-se que tenham decência. Há questões muito mais importantes a tratar do que aplicação de sanções ao nosso País.

Este é o momento da Europa refletir sobre si própria, percebendo que o seu desígnio não pode continuar a ser o de mais austeridade.

O Bloco de Esquerda realizou nos dias 25 e 26 de Junho a X Convenção Nacional, com o lema “Mais Força para Vencer”, onde aprovou a sua estratégia politica e elegeu a Mesa Nacional que vai dirigir o Partido nos próximos dois anos.

O Bloco de Esquerda é hoje uma força indispensável para a transformação política no nosso país.

Muitas têm sido as propostas que temos apresentado sobre o emprego, o Estado social, o combate à corrupção, à submissão europeia, às finanças, e muitas mais, que são do conhecimento geral.

A clareza política do Bloco e a sua disponibilidade para o diálogo pós-eleitoral, assente em bases políticas claras, potenciou a relação de forças que permitiu retirar a direita do governo e assim acabar com o empobrecimento, iniciando um caminho de devolução do que nos foi roubado pelo anterior governo do PSD/CDS/TROIKA.

Um dos desafios da Convenção foi o de dar continuidade a este caminho que provou alargar o espaço eleitoral, como ficou provado nas legislativas e nas presidenciais, o caminho a seguir será o aprofundar o enraizamento do Bloco.

No próximo ano teremos as eleições autárquicas. Em Gondomar, como no resto do país, o Bloco terá como objetivo o alargamento da sua representação nos municípios e freguesias, passando pela conquista de voz ativa em cada executivo promovendo a transformação à esquerda, estando disponível para assumir todas as responsabilidades e contribuindo para isolar e derrotar a direita nos órgãos autárquicos.

Continuaremos a lutar para que no próximo orçamento de Estado se recupere as pensões, se criem mais empregos, uma escola pública com mais meios, dar resposta a quem mais precisa, combater a precariedade e o abuso do trabalho precário.

No próximo orçamento temos de exigir a recuperação dos rendimentos do trabalho proteger o Estado social e parar as privatizações.

Se Bruxelas impuser sanções ou aumento de impostos, o Bloco avança com proposta de referendo sobre a posição de Portugal na UE.

Queremos mais força à esquerda e queremos uma nova relação de forças, sem pôr em causa a relação que temos, para um reforço do trabalho em prol da vida coletiva e não para ser só parceiro de Governo mas ter mais força para governar.

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