Satisfação laboral

“Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. Consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o direito ao trabalho prevê que todas as pessoas têm direito a ganhar a vida num trabalho livremente escolhido, com condições equitativas de satisfação e rentabilidade. E as boas notícias é que nos últimos três anos a economia e o emprego têm melhorado significativamente. Paralelamente a isto, e sendo que durante os anos de austeridade o índice de insatisfação dos portugueses com o emprego era alto, a partir de 2014 com a melhoria da economia e do mercado de trabalho, os trabalhadores portugueses têm vindo a melhorar a sua satisfação com aquilo que fazem.

Não será apenas a conjetura económica que potencia esta evolução, mas também a mudança de paradigmas no tecido empresarial e nas novas relações laborais.

Hoje em dia, o trabalho não é apenas uma tarefa que se realiza a troco de rendimento. Com a evolução social das últimas décadas, o emprego faz parte importante da realização pessoal e influi diretamente na sua felicidade. Sentir-se útil e relevante dentro de uma estrutura, criar laços com a equipa em que se integra, eleva o bem-estar individual e resulta numa maior produtividade. Num estudo levado a cabo pelo projeto “Happiness Works”, em que que foram entrevistadas 3.952 pessoas, concluiu-se que os trabalhadores felizes faltam cerca de 24% menos que os demais, menos de 38% revelam vontade de mudar de trabalho, o que resulta num aumento de mais 18% na sua produtividade anual.

Assim, quem lidera e quem chefia deverá estar atento às suas equipas. O seu objetivo não pode centrar-se em números e resultados líquidos, mas antes na coesão e motivação do seu grupo. O seu papel dentro da estrutura é proporcionar as melhores ferramentas, a melhor formação, a liberdade de escolha e de ação, a união. A rentabilidade, essa, vem em consequência.

Também em Gondomar se tem vindo a notar esta mudança no seu tecido empresarial. Nos últimos anos, várias são as empresas gondomarenses que se destacam a nível nacional e internacional, com crescimentos substanciais e sustentáveis, e que centram as suas atenções na vanguarda técnica, mas principalmente no componente humano. Apraz-me agradecer também ao executivo, pelas inúmeras iniciativas que organiza ou apoia, e que têm permitido às empresas de Gondomar renovarem-se, modernizarem-se e configurarem-se elas próprias em exemplos nacionais.

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