Subconcessão STCP e Metro do Porto

Gondomar deve inquietar-se sobre um assunto que visa todos os cidadãos da Área Metropolitana do Porto: a Subconcessão da Operação de Manutenção da STCP e do Metro do Porto. Mais uma vez, este governo PSD/CDS-PP fecha os olhos ao que é serviço público, e menospreza um distrito que é tão importante ao país.
Desde a sua tomada de posse em 2011, a STCP perdeu 30 milhões de passageiros, fruto de políticas destrutivas levadas a efeito pelo Governo de maioria, que aumentou o preço das viagens, e diminuiu o número de linhas em serviço. Esta ardilosa diminuição da qualidade do serviço público visa encapotar uma estratégia de privatização pouco clara e em total prejuízo da população.
O concurso público para a Subconcessão da Operação e Manutenção da STCP e Metro do Porto, lançado a 8 de agosto do presente ano, foi elaborado sem ter em conta as necessidades da população, bem como a qualidade do serviço, da empresa e das condições dos trabalhadores.
O caderno de encargos do concurso tem como base a rede atual que está desatualizada, desajustada, e em prejuízo para a maioria dos concelhos limítrofes ao Porto, como é o caso de Gondomar. Está prevista uma redução de cerca de 8% no serviço público, a execução de menos dois milhões de quilómetros na rede, não havendo espaço para a revisão de traçados ou tarifas.
À luz deste concurso, o concessionário pode subconcessionar até 60% das linhas existentes, originando por certo mais despedimentos, além dos 220 postos já previstos numa diminuição de trabalhadores e de massa salarial.  Após a concessão, deixa ainda de existir qualquer obrigatoriedade de aquisição de veículos novos, nem a exigência do piso rebaixado para a entrada.
Por fim, há no momento um conjunto de processos judiciais de operadores contra a STCP, que em caso de serem ganhos pela acusação, resultará num encargo de milhões de euros ao futuro operador.
Neste cenário, será claro e certo que vai existir uma política de contenção no serviço, reduzindo o seu raio de ação, abandonando linhas que não sejam rentáveis, horários mais abrangentes e percursos mais dispendiosos, sendo Gondomar certamente lesado.
O Conselho Metropolitano do Porto aprovou por unanimidade um pedido ao Governo para a suspensão do concurso e a possibilidade de uma negociação que permitisse encontrar uma solução que sirva a população. Mas infelizmente, a resposta foi apenas o alargamento do prazo de concurso para 30 de dezembro.
Gondomar está atento. Gondomar não baixa os braços.
Votos de Festas Felizes.

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