Tendências…

Tendência vem, tendência passa, mas as peças de moda em pêlo falso continuam por cá! Continuam por uma boa razão. Elas têm um charme próprio, uma personalidade difícil de resistir que concede uma produção extra ao nosso visual nestes dias tão cinzentos. Por essa razão, tornaram-se quase que obrigatórias no nosso guarda-roupa. Já não as vejo como tendência, mas sim como básicas.
Como tal, a escolha da peça perfeita que vai completar e enriquecer o nosso guarda-roupa tem que ser feita com coerência, e aqui a frase “pouco, mas com qualidade” tem que estar presente, para não corrermos o risco de passarmos de um look luxuoso, para um look “piroso”.
Hoje conseguimos encontrar as mais variadas peças em pêlo, desde malas, pochetes, brincos, saias, sapatos e por aí adiante, mas os casacos, os coletes e as estolas têm e continuaram a ter o papel principal. Havendo equilíbrio, conjugam-se com tudo. Porque não deixar um pouco de lado as skinny jeans e conjugar antes com um vestido mais fluido, uma saia lápis, ou mesmo com umas pantalonas? Pode-se surpreender com os indetermináveis looks que pode criar e o quão bem vai sentir-se neles.
Nas cores e nos padrões a variedade é muita. Embora por vezes haja a tentação por escolher uma peça com cores garridas, lembre-se que as cores neutras como o branco, o preto, o cinza, o castanho ou o caramelo são mais fáceis de conjugar com as roupas que tem no armário e cansam menos. A regra é a mesma para os padrões. Quando mais simples for a peça, mas versátil vai ser. Se a ideia é que durem alguns anos dentro do armário, as de padrão animal, por mais suave ou marcado que sejam, são sempre uma melhor aposta do que as de padrão geométrico.
Para quem sente que tem volume a mais e que os casacos de pêlo agravam a situação, sugiro que, primeiro de tudo, apostem em casacos de pêlo curto e simples, neutros e o mais escuro possível. Tenham também atenção ao comprimento. Se, por exemplo, o problema é o volume abdominal, o casaco deve ser mais comprido que a zona crítica, pois não deve usar o casaco cujo comprimento termine na zona a disfarçar. Apostem em decotes em “V” ou “U”, demarquem bem a cintura e equilibrem sempre o look entre a parte de cima e a parte de baixo. Um saldo alto é sempre bem-vindo, coloca-nos sempre mais elegantes.
Agora é só experimentar, experimentar e experimentar, até acharmos a nossa peça perfeita!

Ah! Não posso acabar esta rubrica sem dar os parabéns ao jornal VivaCidade. Cem edições já foram, que venham mais 100…

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