Trabalhar para bem mais de 44.871 eleitores

A Gala Miss Portuguesa 2018 realiza-se no próximo dia 28 de julho, pelas 21h. Local? Onde mais… Em Rio Tinto, claro! De há uns tempos a esta parte que o executivo da Câmara de Gondomar parece querer validar a “voz do povo” que diz, certo ou erradamente, que esta Câmara faz tudo em Rio Tinto.

A ninguém passa despercebido o facto de o presidente da Câmara ter, há uns anos, sido presidente da Junta de Rio Tinto. E a mim não passa despercebido o facto de o assunto também ter outra leitura. Vamos a números! E com dados do Ministério da Administração Interna. Em 2017, o Município de Gondomar tinha 145.371 eleitores inscritos. Em 2017, nas eleições Autárquicas, votaram 81.614 eleitores – pouco mais de 56%, mas dentro da (a)normalidade verificada a nível nacional.

E o que representa Rio Tinto em termos de eleitorado? Perto de 1/3 de todo o Município de Gondomar. Mais precisamente, 31% em termos de inscritos e 29% em relação a eleitores. Não vou dizer que esta Câmara trabalha em função da obtenção do voto. Mas, ainda que discretamente, também o faz – pois nenhuma escolha é totalmente inocente.

Escrevi, há um mês, umas quantas linhas a elogiar o Parque Urbano de Rio Tinto. Escrevo, agora, que há que o promover e criar dinâmicas e hábitos. Mas, repito-me, nem tudo pode “calhar” a Rio Tinto. Há mais freguesias em Gondomar. E outras obras a fazer. Vejo com satisfação quando o Município faz o anúncio de obras. Depois espero, com ansiedade, que as obras se concretizem.

Umas quantas observações sobre outros assuntos que me preocupam (enquanto pai e dirigente associativo). Em que ponto está a obra do Orçamento Participativo na Escola Júlio Dinis? Ou não está?… Destinava-se, para crianças especiais e do ensino especial. Pois… Destinava-se. Pelo que tenho visto, até à data, a única obra foi colocar uma lona publicitária. O tempo vai passando e uma obra relativa ao Orçamento Participativo ainda está longe de ser concluída.

Ainda sobre as escolas, uma referência à greve de professores que se verifica. Não contesto os direitos dos professores, muito menos a forma como, por alguns governos, têm sido “tratados”. Mas sendo a greve um direito, há outros deveres que deviam ser acautelados. Alguns professores, mais ou menos instrumentalizados pelas estruturas sindicais, esquecem-se do seu principal dever e daqueles que, devido a tão prolongada greve, estão a prejudicar – os alunos.

Além de que, saliento, nada disto irá ajudar a um pacífico e planeado início de ano letivo… E mais? Boas férias! Para quem as possa/mereça gozar. Até me dá impressão que o país fica “meio parado” durante uns meses… E é preciso mudar este paradigma, quer político, quer social. Falando de férias (e, por implicação, do Verão), uma palavra de incentivo e de apoio aos “soldados da paz”. Se 2018 seguir o triste exemplo de 2017, adivinha-se um período complicado para os nossos bombeiros.

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