Uma política ambiental e urbana para a sustentabilidade!

Hoje em dia vivemos duas crises mundiais que têm efeitos profundos no agravamento das condições de vida da larga maioria da população.

A crise económica e financeira e a crise ecológica têm uma origem comum e requerem respostas interligadas.

A irracionalidade das leis do mercado determinou opções de produção e formas de organização do aparelho produtivo em função da maximização do lucro, deixando de lado a sensibilidade para a ecologia.

A exploração do trabalho e de recursos naturais, são os dois ingredientes para o caos social que encontramos hoje, esta exploração faz-se diretamente pela apropriação privada do valor do trabalho, maximizada pela desregulação dos direitos laborais e pela redução de salários, predação e contaminação dos recursos naturais. E faz-se indiretamente através da privatização dos serviços coletivos e dos bens naturais públicos.

Como resultado, acentuam-se as desigualdades sociais e a pobreza.

Em Portugal, na década de 80, correspondeu a um processo de classificação de parcelas do território nacional como áreas protegidas, mas não harmonizou esta classificação com uma estratégia global sobre a propriedade dos solos, com um envolvimento dos municípios de forma a viabilizar os usos compatíveis com os regimes de classificação e a promover incentivos às populações, nem com uma rede de pólos de investigação que permitisse monitorizar a evolução das espécies flora, fauna, geologia e a sua adequação aos respetivos regulamentos. O abandono e a demissão foram a regra dominante.

As iniciativas dos sucessivos governos PS/PSD/CDS não fizeram mais do que usar o abandono a que todo este património tem sido votado para promover os negócios do imobiliário. As leis protetoras da natureza e do património têm sido cegas, permitindo a instalação de empreendimentos, maioritariamente no setor da indústria hoteleira, ao arrepio do estatuto jurídico da Reserva Ecológica Nacional.

Em Gondomar ao longo dos anos a situação não tem sido muito diferente daquela que é a realidade do país.

Durante anos os sucessivos executivos foram desprezando todo o potencial urbano, patrimonial e ambiental de Gondomar. Para comprovar essa situação basta relembrar alguns dos casos pelos quais o Bloco de Esquerda de Gondomar, sempre lutou por uma mudança que permita criar sustentabilidade ambiental e urbana que a sociedade deseja.

Durante 20 anos o poder camarário foi promovendo uma política de abandono e descuido pelo património ambiental e patrimonial, este abandono propositado tem uma forte carga ideológica que é preciso travar, pois foi através do abandono e do desprezo, que ao longo destes anos se foram entregando espaços e recursos com forte potencial para o concelho, há selvajaria dos interesses económicos e especulativos (a casta).

Para o Bloco de Esquerda de Gondomar, a paisagem e as cidades possuem uma mais-valia indiscutível: uma marca do traço humano na paisagem, comutador físico entre o natural e o cultural.

Sustentabilidade ambiental, significa conservar para nós como traço identitário, mas também conservar para os outros como lugar público que é de todos e todas.

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