Uma política ambiental que proteja os rios e as pessoas

Nos últimos anos vivemos uma crise ambiental que tem tido efeitos profundos no agravamento das condições de vida da população e Gondomar não tem sido exceção.

Em Gondomar, a irracionalidade das leis do mercado promovidas pelas Águas de Gondomar e a atitude despreocupada da Câmara Municipal, contribuíram ao longo dos anos para uma degradação cada vez mais atroz dos recursos ribeirinhos do nosso concelho.

Exemplo dessa má política foi o que assistimos há poucas semanas nas freguesias de Melres e Medas, local onde tende a persistir os problemas na água, este ano três análises sugeriram o desaconselhamento de banhos.

Para aprofundar ainda mais a gravidade de situação, podemos comprovar nessa mesma semana o mau funcionamento de uma ETAR que teve um investimento público de três milhões de euros que ainda não foi inaugurada e já começou a dar problemas.

Uma suposta falha no sistema de alarmes, fez verter pelos seus tanques quantidades absurdas de águas residuais não tratadas, afetando o funcionamento da ETAR e os recursos hídricos em seu redor.

Mais grave se torna o assunto quando o poder político assobia para o lado e finge não ver o problema. Como é possível que durante tantos anos o município ainda não tenha estruturado um plano de medidas preventivas e corretivas que permita proteger os recursos ribeirinhos e as populações?

Como referiu a associação ambientalista ZERO, em agosto de 2018, em declarações ao jornal Público, “para garantir uma melhor qualidade das águas balneares é urgente repensar o modelo de gestão das bacias hidrográficas, para isso é fundamental que os municípios juntamente com a APA, adotem medidas para mais fiscalização e a aplicação de medidas mais profundas de prevenção, para que se consiga evitar emissões destas cargas de poluentes”.

Nesse sentido o Bloco de Esquerda fez apresentar na última Assembleia Municipal uma proposta, aprovada por unanimidade, que sugere uma visita à ETAR de Melres para que, em conjunto com o executivo municipal, se possam avaliar os problemas “in loco” relativos ao mau funcionamento daquele equipamento, com vista a encontrar respostas políticas mais adequadas pela urgente intervenção municipal na ETAR de Melres e nas suas praias. Para o Bloco, consequências do modelo de promiscuidade promovidos nos últimos anos no nosso município.

A defesa dos rios é uma prioridade para quem quer construir um concelho mais limpo e sustentável. Para o Bloco este é o momento de fazer os debates que construem pontes, mais do que aqueles que erguem as fronteiras que nos afastam.

Esta é a hora, não existe planeta B!

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