Urbanidade em consciência ambiental

Para que a memória não se perca, recordo o que escrevi neste mesmo espaço em 2013, a propósito de um tema muito caro a este Executivo, e que é dotar o Concelho de uma estrutura de Parques Urbanos que ofereça à população aquilo que nunca foi possível até à data. Escrevia que os Parques Urbanos de Gondomar deveriam organizar os espaços disponíveis por forma a maximizar as áreas permeáveis, a recuperar os ecossistemas naturais, e a requalificar os espaços florestais das áreas abrangidas que, ao longo dos tempos, se foram degradando.

Não esquecendo a história e a identidade, chamava a tenção que, naquilo que fosse possível, seria enriquecedor manter estruturas existentes associadas à prática da agricultura, presente e do passado, lembrando o que foi o principal setor económico do concelho desde sempre. Por outro lado, havia a expectativa de se criarem novas estruturas, promovendo a prática de desportos e de atividades de recreio várias, capazes de atrair um elevado número de pessoas, e que atendesse a todas as classes etárias e estratos sociais.

E como o principal objetivo é servir as pessoas, também elas deveriam ser participativas, potencializando atividades e protagonizando intervenções que se viessem a realizar. A melhor maneira de trabalhar é em conjunto com a natureza, pois ela com a sua grande generosidade garante a continuidade e desenvolvimento das comunidades.

Já em 2016, e a propósito da inauguração do Parque Urbano de Rio Tinto, enaltecia aquilo

que foi o cumprir de uma promessa e de um grande objectivo, num sinal de compromisso, mas também de modernidade e de desenvolvimento do nosso concelho. Uma palavra de afirmação na qualidade de vida da sua população, bem como da presença de Gondomar na área metropolitana do Porto.

Quando vejo a obra que corre a olhos vistos, do nosso Parque Urbano de Fânzeres/S.Cosme, que se estende pelas margens do rio Torto, não consigo esconder o enorme orgulho que tenho nesta nova urbanidade que cresce em Gondomar. Urbanidade essa que pensa em primeiro lugar na qualidade de vida dos seus habitantes, que passa pela satisfação das necessidades básicas de cada um, e onde é primordial o contacto com o meio ambiente, situações de contemplação e recreação, em que todos os elementos da natureza são indispensáveis.

E mais recentemente, a aprovação em reunião de Câmara do lançamento do concurso público para a construção do Parque Urbano de Gondomar, que para além de vir revitalizar uma área totalmente deixada ao abandono, bem no coração da sede do nosso Concelho, será a “ponte” para o percurso pedonal do Parque Urbano da ribeira da Archeira, ligando a terra ao rio, em 3 kms que se estendem desde São Cosme até Gramido.

Esta rede de Parques Urbanos não é “apenas” a expressão física da consciência que o desenvolvimento sustentado e a qualidade ambiental são incontornáveis no Ordenamento do Território. Esta enorme estratégia, inteligente, e próxima dos seus cidadãos, vem potenciar mais ainda a enorme atratividade do concelho, que assim se mostra como a melhor alternativa à sede do distrito para viver bem, e em qualidade.

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