Vá de retro

1 – Não sou propriamente uma otimista nata ou alguém que me deixe tomar por entusiasmos excessivos, mas não posso deixar de ficar satisfeita ao ver que chegamos à fase de apresentação, debate e votação do Orçamento de Estado para 2017 com motivos para reforçar a convicção no caminho traçado por este Governo. E que com debate sério e construtivo o suporte governativo de esquerda, vai ganhando estabilidade e vai devolvendo aos portugueses a confiança no futuro.

Claro que este retrato não é simpático para a oposição, cujo líder em desespero até já evoca a chegada do “diabo”. Não me parecendo que o sobrenatural se misture com a política, leio tais afirmações como um sinal do desespero de alguém a quem tudo acontece ao contrário das expectativas e tenta a todo o custo sobreviver à pressão política no interior do seu próprio partido.

Dia após dia, semana após semana, os indicadores vão sendo cada vez mais animadores.

O défice orçamental voltou a descer em setembro, confirmando uma melhoria continuada ao longo do ano e o número de desempregados inscritos no IEFP, em setembro, baixou 8,8% em relação ao mês homologo, tendo o número de colocações aumentado em relação ao mês anterior.

Sinais animadores e que revelam o sucesso da estratégia de recuperação implementada por este Governo, através da devolução de rendimentos e do estímulo da economia, promovendo o aumento da justiça social. Uma estratégia que se mantém e reforça neste orçamento.

Um orçamento atento à necessidade de redução do défice e da dívida e que, ao mesmo tempo, procura melhorar o rendimento das famílias e a proteção social e promove o investimento e o crescimento económico sustentável. Um orçamento que marca a rutura com a estratégia sobre-austeritária do anterior Governo que só conduziu ao aumento da dívida e a um maior empobrecimento dos portugueses.

Com o aproximar das Autárquicas, momento decisivo para a continuidade ou não da sua liderança, veremos aumentar o desvario de um Passos Coelho em choque com a realidade.

Caso para se dizer “vá de retro”…

2 -Na última crónica falei da incerteza que então se vivia em relação à eleição de António Guterres para Secretário-geral da ONU, face às jogadas de última hora em que a Senhora Merkel, o Senhor Junker e o Partido Popular Europeu quiseram envolver o processo.

Felizmente, tudo terminou bem. Guterres, a diplomacia portuguesa e o ministro Santos Silva estão de parabéns! A ONU salvou a sua imagem e ganhou um excelente secretário-geral. E a direita europeia levou uma grande lição (desculpem, mas não podia passar sem este desabafo).

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