Vantagens Competitivas da Economia Portuguesa

A economia portuguesa possui diversas vantagens competitivas que urge potenciar, mas também mantém todo um conjunto de desvantagens competitivas que é preciso atenuar.
Portugal dispõe de uma rede rodoviária de elevada capilaridade, o que permite, uma eficiente circulação de mercadorias de norte a sul do país, e com boas ligações à Europa.
Ainda neste âmbito, no setor das telecomunicações, o país posiciona-se muito à frente da média europeia no que se refere à cobertura de serviços básicos de banda larga e de serviços de banda larga super-rápida e tem uma penetração de comunicações móveis entre as mais altas da Europa.
Outra das vantagens competitivas de Portugal é a língua portuguesa, que é hoje falada por mais de 250 milhões de pessoas em países com grande potencial económico, e que são já importantes parceiros económicos de Portugal.
Este aspeto é particularmente relevante no que diz respeito à relação com os países africanos, em especial os PALOP’s, que se constituem como mercado privilegiado para as empresas portuguesas, não apenas pelas profundas relações históricas existentes mas também pela partilha linguística e cultural.
A posição geoestratégica do território nacional, coloca o País no centro de múltiplas transações comerciais e posiciona-nos vantajosamente enquanto porta privilegiada de saída e entrada de bens e serviços na Europa.
Portugal possui ainda a 3.ª maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia e a 11.ª do mundo, traduzindo-se este ativo natural num enorme potencial para a economia do mar e toda a atividade produtiva que a inclui a montante e a jusante.
Fatores como a segurança, leque de recursos naturais e as características únicas da população portuguesa contribuem também para que Portugal se destaque muito positivamente no contexto internacional.
Estes fatores contribuem de forma decisiva para a competitividade do setor do turismo, como um fator de dinamização dos outros setores económicos, reforçando o reconhecimento de Portugal e dos seus produtos junto das principais economias mundiais.
Portugal apresenta também um número crescente de empresas com atividades de inovação e um acréscimo de despesas em I&D no investimento empresarial.
Por fim há que destacar a grande resiliência do tecido empresarial português face às dificuldades de contexto e desafios estruturais enfatizados durante os últimos anos.
A capacidade de exportar produtos e serviços apostando cada vez mais numa proposta de valor diferenciada é uma estratégia de sucesso comprovada e que deverá ser replicada para o relançamento da economia nacional.
Entre os fatores menos positivos que são habitualmente atribuídos à economia nacional encontram-se a burocracia e os procedimentos excessivos, deficiências na articulação do sistema educativo com as necessidades do mercado de trabalho, a insuficiente ligação universidades/empresas, o baixo número de patentes por habitante e a lentidão da justiça.
Muitos destes problemas foram alvo de importantes reformas recentes e que urge continuar a implementar.

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